Aparentemente revoltado com a decisão da Câmara de Vereadores, que o
destituiu do cargo por 120 dias na última segunda-feira (17), o prefeito
de Baturité, Bosco Cigano, mostrou que não acompanhará calado a
investigação da qual é alvo no Legislativo Municipal.
Uma das demonstrações de que ele não aceitou a medida de forma
democrática foi a ameaça realizada contra a vice-prefeita Drª Cristiane
(PT), que assumiu o comando do município em seu lugar, na sucessão
natural em casos de afastamento do titular. De acordo com ela, no dia em
que foi consulá-lo sobre as acusações de irregularidades no controle
das contas públicas da Prefeitura de Baturité, Bosco Cigano mostrou-lhe
um revólver calibre 38, numa clara forma de ameaça contra quem
questionasse suas ordens.
E esta não parece ter sido a única retaliação violenta do prefeito
afastado contra os opositores. Mais recentemente, uma assessora do
gabinete do deputado federal Eudes Xavier (PT) também apresentou queixa
contra Bosco Cigano por ameaça.
Com o acúmulo de denúncias mais graves, Bosco Cigano complica ainda
mais a sua defesa e continua sem dar qualquer explicação para a
população.
