quarta-feira, 27 de maio de 2020

Polícia Federal mira aliados de Bolsonaro em operação sobre fake news


A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quarta-feira (27) mandados de busca e apreensão no inquérito do Supremo Tribunal Federal sobre fake news e mira grandes aliados do presidente Jair Bolsonaro. O caso tem a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Um dos alvos é o ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB e novo aliado do presidente Jair Bolsonaro. Jefferson, ex-aliado de Fernando Collor de Melo, foi condenado no processo do mensalão e nas últimas semanas tem defendido até de forma veemente o atual presidente.

Outro atingido foi o empresário Luciano Hang, da rede de lojas Havan e grande entusiasta do governo Bolsonaro. 

Outros alvos da operação são os bolsonaristas Allan dos Santos (do site Terça Livre), Sara Winter (ativista) e o deputado bolsonarista Douglas Garcia (PSL-SP)

O ministro Moraes determinou ainda que deputados deverão ser ouvidos no inquérito nos próximos dias. Eles não foram alvos de mandados nesta quarta. São eles:

Deputados federais

Bia Kicis
Carla Zambelli
Daniel Lúcio
Filipe Barros
Geraldo Junio
Luiz Phillipe de Orleans e Bragança

Deputados estaduais

Gildevânio Ilso

Estão sendo cumpridos 29 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais estão valendo no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

O inquérito foi aberto por Dias Toffoli, presidente do STF, em março de 2019 para investigar notícias fraudulentas e ameaças que "atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares".

Vale lembrar que nesse caso não houve o tradicional sorteio do relator. Toffoli escolheu Moraes para a relatoria, atitude que foi criticada pelo Ministério Público Federal. Dez ações foram apresentadas no STF contra o inquérito e aguardam julgamento.

O Supremo informou que, de acordo com o regimento da Corte, existe a possibilidade da abertura de investigações para apurar crimes cometidos dentro da instituição – neste caso, os ministros são a instituição. E o mesmo regimento permite a designação de juiz para conduzir a apuração.

O inquérito deveria ter sido finalizado em janeiro deste ano, mas foi prorrogado por seis meses.

Com informações Yahoo Notícias