Apesar de não divulgar, em específico, os problemas de transição de governo em cada município separadamente, Juraci Muniz, diretor-geral do TCM, afirma que foi possível “avaliar alguns casos como de maior atenção “e outros que, mesmo que críticos, “não podem se caracterizar como desmonte” – que pode ser definido como paralisação de serviços públicos com a mudança de prefeito, após as eleições.
Juraci diz que as ocorrências mais graves “até o momento são a interrupção de serviços essenciais, atraso salarial e outras dívidas, especialmente as previdenciárias” nos municípios do último relatório. O diretor-geral do TCM ainda afirma que, apesar de problemas serem distintos em cada município, todos apresentaram problemas na transição do governo, que devem ser investigados pelo MPCE e, em seguida, fazer a defesa.
Vanja Fontenele, coordenadora da Procuradoria de Justiça dos Crimes Contra Administração Pública (Procap) do MPCE, explica que “são duas análises técnicas em desenvolvimento” pelos dois órgãos. “O TCM analisa questões de improbidade administrativa (por parte do gestor do município) e o MPCE a parte criminal – a responsabilidade penal, que diz respeito à Procap. A improbidade também é analisada pelos promotores das comarcas”, diz Vanja, que ressalta que é também objetivo da investigação “obter o ressarcimento de algum prejuízo porventura constatado”.
Fonte: O Povo Online