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domingo, 4 de julho de 2021

Bolsonaro pretende lançar crédito de R$ 100 milhões para policiais comprarem casas; Ministério da Economia é contra


De olho na reeleição em 2022 e tentando agradar a base eleitoral de policiais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve lançar, na próxima terça-feira, 6, uma linha de crédito imobiliário com subsídio de R$ 100 milhões destinada aos agentes de segurança pública. A área técnica do Ministério da Economia não aprova a medida.

O portal UOL teve acesso ao rascunho da medida, que prevê financiamentos de até R$ 300 mil, com subsídios que variam conforme a faixa de renda do policial. O dinheiro sairá do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), ligado ao Ministério da Justiça.

O lançamento do Programa Habite Seguro contraria parecer da área técnica da equipe econômica. No início do ano, Bolsonaro solicitou ao Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, uma análise do programa, que era umas das prioridades do ex-ministro da Justiça André Mendonça, atual advogado-geral da União (AGU). Técnicos da pasta não concordaram com a medida.

Agora, a mesma área técnica foi informada de que o programa sairá do papel por ordem do presidente. A decisão foi tomada após o atual ministro da Justiça, Anderson Torres, que é delegado da Polícia Federal, apresentar a Bolsonaro detalhes sobre a linha de crédito, em uma reunião na segunda-feira, 28.

O lançamento do Habite Seguro será feito por meio de uma Medida Provisória e um decreto, que definirão quem será beneficiado e quais as regras do programa.

Falta de estudos sobre impacto

Para os técnicos do Ministério da Economia, o programa para policiais não se encaixa nas prioridades emergenciais do momento. O parecer também diz que são necessários mais estudos para saber o impacto da medida. Além disso, o projeto prevê um gasto permanente, mas se utiliza de um instrumento (a MP) de caráter emergencial.

Há crítica também ao fato de que apenas a Caixa Econômica Federal irá ofertar o produto, o que desestimula a concorrência entre os bancos. A estimativa é que o banco receberá R$ 1,6 milhão em 2021 e mais de R$ 3 milhões em 2022 e 2023 para operacionalizar o programa.

A concentração do programa na Caixa também foi criticada, porque prejudica a transparência e dificulta a fiscalização, segundo os técnicos.

Os técnicos ainda apontaram como problema o fato de não haver um teto de renda para o policial participar do programa.

Os pareceres contrários foram enviados para análise jurídica do Palácio do Planalto, que ainda pode fazer alguns ajustes no texto.

Como deve funcionar

A minuta da MP e do decreto avaliada pela área técnica da Economia prevê cinco faixas de renda no programa, que variam de R$ 1 mil até acima de R$ 7 mil, com financiamento de até R$ 300 mil. Quem recebe acima de R$ 7 mil, porém, não terá direito a subsídios.

O valor do subsídio muda conforme a faixa de renda:

* Policial com renda mensal de R$ 1.000 a R$ 3.000: subsídio de R$ 12 mil;
* Policial com renda mensal de R$ 3.000 a R$ 4.000: subsídio de R$ 10 mil;
* Policial com renda mensal de R$ 4.000 a R$ 5.000: subsídio de R$ 8.000;
* Policial com renda mensal de R$ 5.000 a R$ 7.000: subsídio de R$ 6.000.

Uma fonte do governo crítica ao programa disse à coluna da jornalista Carla Araújo, do UOL, que ele está “mal desenhado” e é direcionado para apenas uma categoria, o que não deveria ser feito, ainda mais em meio a uma pandemia.

A fonte também afirmou que “o pleito não é urgente” e destacou que os policiais são servidores públicos, com renda garantida na crise, enquanto o país registra número recorde de desempregados.

Por outro lado, fontes do Ministério da Justiça defendem que o programa se baseia na lei 13.756, de 2018, que trata sobre o FNSP.

Pela lei, entre 10% e 15% dos recursos do fundo devem ser aplicados em programas habitacionais em benefício dos profissionais da segurança pública e da melhoria da qualidade de vida deles.

O UOL pediu ao Palácio do Planalto um posicionamento sobre as críticas. A Presidência solicitou que os questionamentos fossem encaminhados ao Ministério da Justiça que, por sua vez, respondeu apenas que “o programa Habite Seguro ainda está em fase de elaboração.”

Aceno à base eleitoral

Bolsonaro já havia adiantado, em conversa com apoiadores em 16 de junho, que iria oferecer aos agentes de segurança produtos com “taxa de juros lá embaixo”. Além do financiamento com subsídios, os agentes de segurança deverão ter outras modalidades de crédito oferecidas pela Caixa com condições especiais, para ampliar o aceno à base de policiais.

Uma das opções é oferecer condições diferenciadas para compra de terrenos, casas e apartamentos disponíveis na Caixa.

Segundo fontes do Ministério da Justiça, a previsão inicial é que o programa de subsídios à habitação atenda até 200 mil profissionais. Considerando outros programas, o governo acredita que pode aumentar o número de beneficiários para até 500 mil pessoas.

Na reunião em que o projeto foi apresentado a Bolsonaro, nesta semana, ficou definido que as categorias atingidas seriam, inclusive, ampliadas.

Inicialmente, entrariam no programa policiais federais, rodoviários federais, civis, penais, bombeiros militares, agentes penitenciários, peritos e papiloscopistas integrantes dos institutos oficiais de criminalística, medicina legal e identificação, ativos e inativos e aposentados. Agora, Bolsonaro pediu também a inclusão de guardas municipais. A ordem foi acatada.

Fonte: O Povo

Brasil é o 3º no mundo que mais vacina por dia em doses totais


O Brasil é o 3º país no planeta a aplicar mais vacinas anticovid por dia em números absolutos. Na última semana, o país injetou, na média, 1,41 milhão de doses diariamente na sua população. Neste critério, China (18,69 milhões) e Índia (4,21 milhões) lideram o ranking.

No cálculo proporcional, ou seja, na relação por 100 habitantes, porém, Brasil é o 45º colocado, com 0,66 injeção aplicada, em média, por dia, no espaço de uma semana.

A Ilha de Nauru e a Islândia são os líderes do ranking mundial, vacinando por dia 2,1 e 2,04 pessoas a cada 100 habitantes em um intervalo uma semana.

Os dados foram reunidos no início da tarde deste domingo (4) pelo R7 com base no Our World in Data, plataforma alimentada por pesquisadores da Universidade de Oxford, do Reino Unido.

A análise dos sites de monitoramento, nacionais e internacionais, indica que a aceleração da campanha de vacinação, com recorde de imunização em um único dia, e a constância na quantidade de doses aplicadas, sinaliza evolução. Vale ressaltar, ainda, que o país atingiu nesta quinta-feira (1º) a marca de 100 milhões de doses de vacinas contra covid-19 aplicadas.

Entretanto, o número de pessoas que receberam a proteção completa prometida, com duas doses ou a dose única, demonstra que o caminho ainda é longo para o controle da pandemia.

O Vacinômetro do R7 mostra que mais de 77.335.380 de pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19 no país até ao meio-dia deste domingo, o que corresponde a 48,3% da população que pode ser vacinada (acima de 18 anos), sendo que apenas 27.418.130 já tomaram a segunda dose ou a aplicação única e estão completamente imunizadas, ou seja, 17,1%.

Promessa mantida

Na última semana, o ministro Marcelo Queiroga afirmou que o Brasil receberá mais 160 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 até o fim de setembro.

"No mês de setembro, nós vamos imunizar toda a população brasileira acima de 18 anos com a primeira dose da vacina. E até o final do ano, teremos toda a população acima de 18 anos imunizada com as duas doses da vacina", disse Queiroga, ao manter o compromisso que já havia firmado anteriormente.

O Brasil registrou, neste sábado (3), 1.635 mortes por covid-19 e 54.556 novos casos diagnosticados, de acordo com os dados enviados pelos estados ao Ministério da Saúde e ao Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde). O país contabiliza, desde o início da pandemia, 523.587 óbitos e 18.742.025 pessoas que já foram diagnosticadas com a doença.

Fonte: R7

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Vacinação avança, óbitos caem e UTIs têm lotação menor, mostra boletim da Fiocruz


Nova edição do Boletim Observatório Covid-19/Fiocruz confirma a tendência de melhora nas taxas de ocupação de leitos de terapia intensiva (UTIs) no País. O avanço da vacinação, sobretudo nos grupos mais vulneráveis, explicaria o quadro. Nesta quinta-feira, 1º, conforme os dados do consórcio da imprensa, que inclui o Estadão, o País alcançou 100 milhões de doses de vacinas aplicadas - do total, 26.580.585 completaram o esquema vacinal, com duas doses ou dose única (12,55% da população).

Além disso, os registros de vítimas estão em queda há 12 dias consecutivos. A média móvel é a mais baixa desde 8 de março e, em relação a 14 dias atrás, o dado apresentou redução de 24%, conforme o consórcio. Nesta quinta, foram relatados 1.943 óbitos e o total chegou a 520.189. O estudo da Fiocruz também indicou uma ligeira queda no número de casos (0,2%) e mortes (2,5%) por dia, ainda que a transmissão continue em patamares muito altos - superiores aos registrados no mesmo período do ano passado.

Apenas três Estados apresentam taxas de ocupação de leitos iguais ou superiores a 90%: Tocantins, Paraná e Santa Catarina. Outros 15 (Amazonas, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, São Paulo, Maranhão, Ceará, Piauí, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte e Alagoas) estão na zona de alerta intermediário, com índices de ocupação variando entre 60% e 80%. Fora da zona de alerta estão Rondônia, Acre, Amapá e Paraíba, com ocupação de leitos de UTI inferior a 60%.

Desde abril, a curva de óbitos mostra uma trajetória levemente descendente, diferentemente do padrão observado nos índices de transmissão do vírus, que estão em alta desde fevereiro - o que faz com que a pandemia ainda seja considerada fora de controle.

De acordo com o boletim, a redução do número de mortes e de casos mais graves (internados em UTIs) estaria relacionada à vacinação, mais avançada, sobretudo, nas parcelas mais vulneráveis da população. "É importante confrontar o comportamento das taxas de ocupação de leitos de UTI com os indicadores de incidência e mortalidade por covid-19 nos Estados e no Distrito Federal e buscar entender eventuais movimentações divergentes", aponta o boletim. "A dissonância observada entre o aumento nos registros de novos casos e a diminuição da mortalidade é explicada pelo avanço da vacinação no País. Hoje, a cobertura vacinal dentro dos grupos de risco, ou dos grupos prioritários, é mais ampla em relação ao restante da população."

Fonte: Estadão Conteúdo via Notícias ao Minuto

Governo do Ceará anuncia a convocação de 204 bombeiros e entrega viaturas e equipamentos para a corporação

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE) vai ganhar o reforço de mais 204 aprovados no último concurso. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (2) pelo governador Camilo Santana que entregou novas viaturas e equipamentos para a corporação. 2 de julho marca o Dia Nacional dos Bombeiros.

Estiveram presentes no momento da entrega, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Sandro Caron, o comandante-geral do CBMCE, coronel Ronaldo Roque de Araújo, o comandante-geral adjunto do CBMCE, coronel Zélio Menezes, e o secretário da Segurança Cidadã de Fortaleza, coronel Eduardo de Holanda

“Estamos fazendo mais essa entrega para fortalecer e garantir que os nossos bombeiros e policiais militares possam realizar seu trabalho da melhor forma possível, com o que há de melhor. Temos importado equipamento da Alemanha. Estamos aguardando receber, da Alemanha, a escada Magirus e uma série de equipamentos importantes. O que há de mais moderno no mundo nós estamos adquirindo para o trabalho dos bombeiros. Investindo nas pessoas, aumentamos significativamente o efetivo de bombeiros militares no Ceará nos últimos anos”, afirmou Camilo Santana.

Com investimento total de R$ 6.623.705,84, o Governo do Ceará entregou, para reforçar e ampliar o trabalho na Capital e no Interior, nove viaturas tipo Pick up, cinco veículos Auto Bomba Tanque e Salvamento, 14 kits de desencarceramento e 109 equipamentos de Proteção Respiratória Autônoma.

O titular da SSPDS parabenizou a corporação e destacou que o apoio e investimento recebidos pelo CBMCE contribuem para garantir a segurança, integridade e proteção de toda população cearense. “Esses veículos ABTS foram customizados conforme projeto e necessidades dos Bombeiros Militares do Ceará, com que o há de melhor para todos eles. Equipamentos, também, de proteção individual, sempre se preocupando em garantir a proteção dos nossos profissionais do Corpo de Bombeiros Militar e as melhores condições de trabalho”, enfatizou Sandro Caron.

Para o comandante-geral do CBMCE, Ronaldo Roque de Araújo, a iniciativa representa a valorização dos homens e mulheres que compõem a corporação. “Nesse momento de celebrar e de agradecer a Deus pelo nosso trabalho e nossa ação, é um momento também de agradecer ao senhor [governador]. Porque o senhor, dentro das políticas de segurança pública estadual, vem desenvolvendo a valorização do servidor, através do ingresso de pessoas, da vacinação, dos equipamentos de proteção individual; e investimentos em equipamentos, como a gente está vendo aqui, essas viaturas adquiridas mesmo diante do cenário preocupante pandêmico que o Estado vive, mas o senhor enxerga sempre a Segurança Pública. Isso é motivo de orgulho e vontade de trabalhar”, agradeceu em nome de todos os bombeiros do Estado do Ceará.

Na ocasião, o governador foi agraciado com a comenda “Espada Comandante Caminha”. A comenda faz alusão à espada do primeiro comandante da corporação, o primeiro-tenente Francisco das Chagas Nogueira Caminha. Ao preservar um ícone símbolo, a honraria rememora e valoriza a história e coragem do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará.

O coronel Holanda, que já foi comandante-geral do CBMCE, reforçou que o investimento feito pelo Governo do Ceará deixa um legado importante. “O Corpo de Bombeiros, em mais de 90 anos, tem o seu maior efetivo. Em termos de equipamentos, viaturas de combate a incêndio, que é o coração do nosso sistema, só no segundo governo do senhor [Camilo Santana], o senhor entregou 10”.

Camilo Santana encerrou a solenidade anunciando a convocação dos 204 aprovados no último concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, que devem ingressar no curso de formação promovido pela Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp), vinculada à SSPDS.






Fonte: SSPDS

Grande Fortaleza, Sertão Central e Cariri têm chuvas; fim de semana será de mais precipitação


Cidades da Grande Fortaleza, Sertão Central e Cariri receberam boas chuvas no intervalo entre as 7h de quinta-feira (1º) e as 7h desta sexta-feira (2). Choveu em pelo menos 100 cidades.

De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), os maiores registros ocorreram nas cidades de Milhã (103 milímetros); Pedra Branca (102 milímetros); Barro (86,2 milímetros); Porteiras (85 milímetros) e Caucaia (85 milímetros).

A previsão da Funceme para sexta-feira é de céu variando de parcialmente nublado com eventos de chuva no Centro-Sul. Nas demais regiões, chuva isolada. Já no sábado (3), a previsão é de tempo parcialmente nublado a claro em todas as regiões com possibilidade de chuva no Litoral do Pecém, no Litoral de Fortaleza, no Maciço de Baturité, Vale do Jaguaribe e no Cariri. E no domingo (4), céu nublado a claro com possibilidade de chuva na faixa litorânea.

A Funceme explica que essas precipitações é ocasionada pela aproximação de nuvens mais desenvolvidas formadas a partir de áreas de instabilidade oriundas no norte e leste do Nordeste.

Junho com chuvas abaixo da média

O mês de junho, primeiro do período de Pós-Estação, terminou com chuvas 56,6% abaixo da média. De acordo com a Funceme, a normal climatológica é de 37,5 milímetros, já o observado em junho deste ano foi de 16,3 mm.

Conforme análise da gerente de Meteorologia da Funceme Meiry Sakamoto, as precipitações mais escassas, que é um cenário comum nesta época, foi ainda menor pela ausência de sistemas meteorológicos indutores de chuva.

“Uma explicação é que, neste ano, ainda não se observou a atuação das Ondas de Leste, que são sistemas que se deslocam da África em direção à Nordeste, colaborando para precipitações. Porém, é importante lembrar que, historicamente, em junho e julho, as chuvas são muito reduzidas mesmo”, reforça.

Ainda sobre o último mês, considerando o recorte por macrorregiões, todas apresentaram acumulados abaixo da normalidade, exceto Litoral Norte e Ibiapaba, onde os desvios foram positivos com observados de 43,2 mm e 34 mm, respectivamente.

Fonte: G1

Bolsonaro volta a criticar Coronavac e erra ao dizer que o imunizante não deu certo


O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar na noite desta quinta-feira (1º) a Coronavac – imunizante produzido pelo instituto Butantan com uma farmacêutica chinesa– e errou ao dizer que a vacina "não deu certo".

Ao ler uma notícia sobre casos de infecção da variante Delta entre populações vacinadas, Bolsonaro afirmou: "Abre logo o jogo que tem uma vacina aí que infelizmente não deu certo. Abre logo o jogo. Eu estou aguardando aquele cara de São Paulo falar", em referência ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu adversário político e padrinho político da Coronavac.

"Não deu certo essa vacina dele infelizmente no Chile. Aqui no Brasil também parece que está complicado. Torcemos para que essas notícias não estejam certas, parece que infelizmente não deu muito certo", disse o presidente, em sua live semanal transmitida em redes sociais.

Escolhida para abrigar estudo idealizado pelo Instituto Butantan sobre os efeitos da imunização em massa com a Coronavac, a cidade de Serrana (SP) viu as mortes em decorrência da Covid-19 e os novos casos da doença despencarem.

E mencionado por Bolsonaro, o Chile é líder em vacinação contra a Covid-19 na América Latina e avalia implementar a aplicação de uma terceira dose de imunizante para reduzir os números de contágios, mortes e internações, mas a maioria dos internados não foi vacinada.

Para a infectologista chilena María Luz Endeiza, o uso de uma terceira dose pode ser necessário, mas ainda há tempo para que o impacto da vacinação seja sentido. "Algumas mudanças já ocorreram. Hoje 85% dos internados em UTI são não vacinados e também são mais jovens, o que significa que as vacinas têm tido como resultado, por ora, em reduzir morte entre os mais idosos. Agora, é preciso avançar de acordo com a mudança da situação e da chegada das novas variantes."

Para a chefe do departamento de epidemiologia da Universidad de los Andes de Santiago, é preciso reforçar as medidas de restrição. "As pessoas estão perdendo o respeito às medidas e não ficam em casa", afirma.

Não é a primeira vez que Bolsonaro ataca a Coronavac. No ano passado, disse que não acreditava que a vacina transmitia credibilidade "pela sua origem" e usou como justificativa que "esse vírus [Covid-19] teria nascido" na China. Antes, ao determinar a suspensão de um contrato de compra de 46 milhões de doses da Coronavac pelo Ministério da Saúde, Bolsonaro se referiu ao desenvolvimento da imunização como "a vacina chinesa de João Doria".

O imunizante atualmente corresponde a 45% das doses aplicadas no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Foi o responsável pelo início da campanha de vacinação em janeiro e tinha fatia maior, já que as doses dos demais laboratórios começaram a chegar em quantidade significativa apenas posteriormente.

A Coronavac tem taxa de eficácia geral de 50,38%. O índice da AstraZeneca é de 70% e o da Pfizer/BioNTech, 95%, mas, segundo especialistas, as taxas de eficácia, divulgadas pelas desenvolvedoras das vacinas, não podem ser comparadas diretamente porque cada estudo tem sua metodologia própria e, principalmente, um período de desenvolvimento do ensaio clínico distinto. E uma mesma vacina pode obter dados diferentes se forem feitos estudos com metodologias distintas.
*
Coronavac (desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e produzida no país em parceria com o Instituto Butantan):

Tecnologia: utiliza a tecnologia de vírus inativado, similar à da vacina da gripe. O coronavírus Sars-CoV-2 é modificado para que se torne não infectante;
- Intervalo entre as doses: de 21 a 28 dias;

Eficácia: a vacina apresentou eficácia global de 50,38% no estudo de fase 3 conduzido no Brasil quando as duas doses foram aplicadas em um intervalo de 14 dias e de 78% para casos de Covid que necessitam de internação. Dados mais recentes desse estudo mostraram, porém, que a eficácia global subiu para 64% quando a vacina foi aplicada com mais de 21 dias de intervalo entre as doses, prazo que tem sido recomendado pelo Butantan;

Efeitos colaterais: por ser uma vacina de vírus inativado, os efeitos colaterais são, em geral, leves e esperados. Cerca de 70% dos efeitos reportados foram dor no local da injeção e dor no corpo;

- Em quanto tempo oferece proteção: a partir de dados divulgados de estudos em outros países, sabe-se que a Coronavac induz uma resposta imune moderada com uma única dose, e a proteção até 14 dias após a primeira dose é baixa comparada às vacinas de mRNA (Pfizer e Moderna), por exemplo. Dados da resposta imune induzida após a vacina para o ensaio clínico da Coronavac no Brasil ainda não foram divulgados.

Fonte: Folhapress via Notícias ao Minuto

ACOPIARA: PREFEITO ANTÔNIO ALMEIDA SE REUNE COM REPRESENTANTES DA FIEC


O prefeito de Acopiara Antônio Almeida Neto esteve reunido com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Ceará-FIEC, os senhores Júnior e Luanna, além da secretária da Agricultura, Karoline Nóbrega, técnicos e a Chefe de Gabinete Vebeane Almeida. O ex-vereador Eduardo Gaspar também participou da importante reunião.

Na pauta, discutimos o plano de trabalho voltado a implementação de ações visando o crescimento econômico do nosso município.

Homem invade missa, tenta agredir padre e quebra item religioso no Ceará


Um padre sofreu uma tentativa de agressão durante uma celebração religiosa em Tururu, no interior do Estado, nessa quinta-feira (1º). Um homem teria entrado na Igreja Matriz do município e tentado atingir o pároco com um item sagrado existente no local, chegando a empreender luta corporal com o religioso.

Em publicação nas redes sociais, a instituição relata que o caso ocorreu em celebração iniciada às 18h30, após dois ritos das Quintas-feiras de Adoração, recém-iniciadas. O homem teria entrado no templo e lançado mão de um ostensório para atingir o padre, identificado como Márcio. Sem sucesso, o invasor, em seguida, jogou o item no chão, danificando o objeto.

Ainda conforme a postagem, o padre, com o intuito de "defender o corpo de Cristo" e impedir mais danos a si e aos objetos sagrados, entrou em luta corporal contra o homem. Conforme a instituição, o pároco está bem.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou, em nota, que o invasor, de 20 anos, sem antecedentes criminais, foi contido por fiéis, sendo conduzido pela Polícia Militar do Ceará (PMCE) para a Delegacia Regional de Itapipoca. Lá, houve registro de um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) contra o invasor por tentativa de lesão corporal.

Após ser ouvido, o homem foi liberado, estando à disposição da Justiça. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Ceará (PCCE).

Fonte: Diário do Nordeste

ACOPIARA: VIGILÂNCIA SANITÁRIA CONTINUA FISCALIZANDO COMÉRCIOS

A Vigilância Sanitária vem dando continuidade as ações ao combate a COVID-19 com visitas aos comércios da cidade onde orientam os proprietários e funcionários dos estabelecimentos acerca das medidas de isolamento social e preventivas direcionadas a evitar a disseminação da COVID-19.

A equipe também orientou sobre o decreto do Estado 34.128, de 26 de junho, que estabelece o novo horário de funcionamento.




ACOPIARA: NOTA DE PESAR PELO FALECIMENTO DE EDMILSON RIBEIRO ALECRIM


O Prefeito de Acopiara, Antônio Almeida Neto manifesta o seu mais profundo pesar pelo falecimento do amigo e sindicalista Edmilson Ribeiro Alecrim, aos 85 anos, ocorrido na última quinta-feira, 1º de julho.

Edmilson do Sindicato, como assim era conhecido, nasceu em Nazarezinho no Estado da Paraíba e estabeleceu-se em Acopiara ainda na década de 60. Agricultor, residia no Sítio Boa Esperança, no distrito de Solidão.

Edmilson do Sindicato teve uma conduta exemplar como profissional e como cidadão respeitado, admirado em todo município.

Casado com a senhora Maria de Sousa Neves Alecrim, tinha quatro filhos e deixa ainda nove netos e 10 bisnetos e também uma legião de amigos que cultivou durante a vida.

Foi muito atuante junto ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Acopiara exercendo por seguidos mandatos a função de Tesoureiro. Foi também Presidente Interino da Instituição durante um período.

Neste momento de dor e luto, o prefeito Antônio Almeida e a Vice-Prefeita, Dra. Ana Patrícia em nome de todos os que fazem a administração municipal se solidarizam a sua família, admiradores e amigos, rogando a Deus que transforme toda a tristeza deste momento em conforto, fé e esperança.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Preso acusado de mandar matar a própria mãe enquanto esta dormia


Um homem de 26 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira por policiais civis do Núcleo de Homicídios e Proteção à Pessoa (NHPP) da Delegacia Regional de Juazeiro do Norte. Eles cumpriram um mandado de prisão temporária expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro a partir das investigações que o apontam como o autor intelectual do assassinato de sua mãe adotiva de 55 anos.

Ela morava na Rua João Pereira de Carvalho (Campo Alegre) em Juazeiro, onde foi baleada enquanto dormia numa rede e morreu pouco tempo após dar entrada no Hospital Regional do Cariri. O crime aconteceu na madrugada do último dia 15 de maio e foi praticado por dois homens que ali chegaram numa moto, batendo a porta e um deles se identificando por “Thales”.

Na época, a filha dela de 30 anos, disse à polícia ter atendido a dupla e, ao abrir a porta, já foram entrando e efetuando os disparos contra sua mãe que estava deitada numa rede na sala sem nenhuma conversa a mais num caso de execução sumária. Logo, surgiram rumores quanto a autoria intelectual já que a vítima não se entendia com o filho adotivo o qual vai responder por homicídio qualificado.

Fonte: Site Miséria

Camilo Santana anuncia convocação de 1.090 professores aprovados em concurso no Ceará


O governador Camilo Santana anunciou nesta quarta-feira (30) a convocação de 1.090 professores aprovados no concurso da Secretaria da Educação (Seduc). O concurso abriu 5 mil vagas para professores; na edição desta quarta do Diário Oficial, será publicada a convocação de parte dos profissionais.

“Hoje estamos convocando no Diário Oficial, não será os 1.250, porque por conta da lei federal que restringe a contratação de novos servidores em 2021, apenas quando há vacância. Isso já foi dialogado com todos os professores, com o sindicato. Como só há 1.090 vagas, nós vamos convocar hoje 1.090 e, a partir do momento em que forem abrindo as vagas, convocaremos os 160 restantes dessa segunda etapa do concurso”, explicou o governador.

Camilo informou ainda a criação de 46 escolas de tempo integral no segundo semestre, fazendo com que o estado possua 50% de suas escolas nessa modalidade. “Estamos oferecendo aos nossos jovens a oportunidade de passar o dia na escola, fazer as refeições no local, complementar o seu aprendizado com atividades extracurriculares e a nossa meta é ampliar ainda mais em 2022 as escolas em tempo integral”, disse.

Antecipação da vacina de professores

O governador do Ceará, Camilo Santana, afirmou que o estado avalia antecipar a aplicação da segunda dose para professores da rede estadual e acelerar o retorno às aulas presenciais. O governador divulgou a informação em entrevista à TV Verdes Mares nesta quarta-feira (30).

“Nossa meta é vacinar, por isso nós antecipamos a vacinação dos professores, priorizamos isso, e dos colaboradores da educação para que a gente possa retomar as aulas o mais rápido possível”, disse.

“Mas queremos retomar com segurança, garantindo segurança aos profissionais da área da educação. Estamos com o diálogo, queremos ver se a gente antecipa a segunda dose agora em julho dos professores, estamos tratando isso com o secretário de saúde, doutor Cabeto, para que a gente possa a partir do segundo semestre retomar de forma gradua, com segurança, as aulas presenciais”, completou.

“Vamos ampliar as escolas de tempo integral e o chamamento dos professores, vamos ampliar o número de escolas em tempo integral do Ceará. Vamos garantir que o nosso jovem fique o dia inteiro na escola, essa é uma política que queremos ampliar. Nossa meta é chegar a 50% das nossas escolas públicas de ensino médio em tempo integral.”

Redução dos casos de Covid

No mais recente decreto em vigor no Ceará, foi liberado o funcionamento de feiras livres e aulas presenciais no ensino superior. Conforme Camilo Santana, o avanço na flexibilização da economia é possível devido à redução no número de mortes e de novos casos da Covid-19.

Conforme afirmou à TV Verdes, com a vacinação, o controle da pandemia deve ocorrer de forma sustentável.

“A vacinação é a grande diferença da primeira onda pra segunda onda, que foi uma variante mais agressiva, pegou uma população mais jovem. Com a vacinação, a tendência é que continuem em queda o número de casos, número de mortes e busca assistencial. A expectativa dos especialistas, se não aparecem novas variantes, vamos atravessar essa crise, como já vimos em vários países. A tendência é que, continuando dessa forma, acelerando o processo de vacinação.”

A média móvel de mortes e casos de Covid-19 no Ceará caíram nas últimas semanas e, nesta segunda-feira (28), chegou a menor índice desde 2 de março. Conforme dados do consórcio de veículos de imprensa, a média móvel de óbitos pela doença nesta segunda foi de 42 mortes; em 2 de março foram 39 mortes.

Outras informações da entrevista do Camilo Santana à TV Verdes Mares:

Novas doses da AstraZeneca e Pfizer: O Ceará recebe nesta quarta-feira 86 mil novas doses da AstraZeneca e 56 da Pfizer, o que deve impedir a falta das doses destinadas à primeira dose em Fortaleza.

Desenvolvimento da vacina da Uece contra a Covid: os testes em pessoas devem começar até o fim de 2021, caso a universidade obtenha aprovação da Anvisa. O objetivo, segundo o governador, é ter reserva da vacina caso sejam necessárias futuras doses para garantir a imunidade contra a doença.

Equipes do Raio: 24 bases do Raio devem ser instaladas no Ceará até o fim de 2022, com parte delas concluídas ainda neste ano.

Chegada da vacina Sputnik V: a vacina russa contra a Covid-19 deve chegar ao Ceará “nos primeiros dias de julho”.

Fonte: G1

'Alarme Covid' deverá detectar a doença em uma sala em apenas 15 minutos


Um 'alarme Covid' criado na Inglaterra poderá ser a nova arma para detectar a doença dentro de uma sala, em apenas 15 minutos. O dispositivo é instalado no teto e é do tamanho de um detector de fumaça.

Os investigadores esperam que possa ser usado em salas de aula, locais de trabalho e lares de idosos quando conseguirem demonstrar ter uma precisão de 98 a 100 por cento, conta o Sunday Times. Isso fará com que seja tão preciso quanto um teste PCR e mais rápido que os testes feitos em casa.

Foi desenvolvido pela Roboscientific, de Cambridgeshire, e rastreia químicos produzidos pela pele ou presentes no hálito de pessoas infectadas pelo coronavírus, precisando apenas de 15 minutos para enviar os resultados para um smartphone. Esses compostos orgânicos criam odores muito delicados para o nariz humano, tendo já sido provado que podem ser detectados por cães, mas o alarme é mais preciso e prático.

O aparelho pode encontrar pessoas com o vírus mesmo que ainda não tenham apresentado os sintomas. Está sendo testado na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e na Universidade de Durham e deverá custar 5 mil libras (cerca de 35 mil reais).

Será desenvolvida. também, uma versão portátil para testar pessoas em dois minutos.

Fonte: Notícias ao Minuto

Um terço das mortes no primeiro semestre no país são por covid-19


Dos 927.568 registros de óbito no primeiro semestre no país, 314.036 foram por covid-19. Os números estão no Portal da Transparência do Registro Civil e foram atualizados até a madrugada de hoje (1º).

Os dados do portal são atualizados duas vezes por dia e seguem os prazos legais. A família tem até 24 horas após o falecimento para registrar o óbito em cartório, porém esse prazo foi estendido para 15 dias por causa da pandemia. O cartório tem até cinco dias para efetuar o registro de óbito e depois até oito dias para enviar o ato à Central Nacional de Informações do Registro Civil, que atualiza a plataforma online. Portanto, os números ainda podem mudar.

Até o momento, os dados oficiais do Ministério da Saúde somam 518.066 mortes causadas pelo novo coronavírus no Brasil desde o início da pandemia.

O registro de óbitos por covid-19 vem caindo. Em março, a média móvel de mortes dos últimos sete dias chegou a 3.357 no dia 30. Foi o ponto mais alto do primeiro semestre. Em junho, essa média ficou entre 1.600 e 2.000 óbitos. O mês termina com uma média móvel de 592 mortes. Apesar da incidência de casos continuar acima de 70 mil novos casos diários. No pico da pandemia no ano passado, entre o fim de maio e o fim de agosto, a média móvel de óbitos ficou em torno de 1.000 registros por dia.

O presidente da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Arpen/RJ), Humberto Costa, disse que esse número não leva em conta as mortes causadas por outras doenças que podem ser associadas ao agravamento da covid-19, principalmente a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), responsável por 16.868 óbitos em 2020 e 8.613 este ano. Em 2019, antes da pandemia portanto, foram registrados 1.512 óbitos por SRAG.

“Houve um aumento exacerbado no número de óbitos. No cartório em que eu sou titular, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por exemplo, a gente passou de um total de 300 a 400 óbitos mensais para 600 a 700 óbitos mensais. Isso em razão da pandemia, antes o número máximo que a gente tinha feito era de 400 óbitos”, explicou Costa.

No ano passado, dos 1.460.991 registros de óbito emitidos no país, 198.547 tiveram como causa a covid-19, o que equivale a 13,59% do total. Foram cerca de 190 mil mortes a mais em 2020 do que em 2019 no país. Para Costa, a única explicação para esse excedente de óbitos é a pandemia.

“Morreu um número muito maior de pessoas. A única diferença dos anos anteriores para o ano passado e este ano é o coronavírus. Nossos números são muito altos, espero que com a vacinação eles diminuam”, disse.

Somente no primeiro trimestre deste ano, o aumento no número de registros de óbitos no país foi de 40%. Segundo a Arpen, em maio de 2021, apesar da queda nos registros em relação a março e abril, os óbitos ainda ficaram 70% acima da média de registros mensais da pandemia, iniciada em março de 2020.

O professor e pesquisador Cássio Turra, do Departamento de Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais, destaca que medidas sanitárias e o avanço do conhecimento científico e tecnológico propiciaram um aumento linear no crescimento populacional desde o século 19. “O aumento só foi interrompido por grandes crises como a gripe espanhola de 1918-1919, que matou 50 milhões de pessoas, e a 2ª Guerra Mundial, que deixou 40 milhões de civis e 20 milhões de soldados mortos entre 1939 e 1945. Agora, o mundo passa por um novo impacto de aumento exacerbado da mortalidade, causado pela pandemia de covid-19, que já se aproxima de 4 milhões”, disse Turra.

“O cálculo do excesso de mortalidade é feito com a extrapolação a partir dos óbitos do ano anterior com o que era esperado para cada país. Os países tiveram comportamento muito diferente, no Brasil teve um excesso de mortalidade de 22% no ano de 2020 e, em 2021, até aqui está com um excesso de 67%, em função do agravamento da crise em março e abril”, disse o professor.

Turra explicou que esse excesso de mortalidade é uma combinação de efeitos diretos e indiretos, resultantes tanto dos óbitos por covid-19 como por outras causas como o estrangulamento do sistema de saúde e mudança de comportamento dos indivíduos.

As informações foram dadas pelo professor no evento online UFMG Talks em Casa.

No mesmo evento, a professora e pesquisadora Sandhi Barreto, do Departamento de Medicina Preventiva da UFMG, lembrou que o Brasil tem despontado pelos piores indicadores de mortes por milhão de habitantes nessa pandemia, ultrapassando a média de uma morte por minuto em 2021.

“Essa desproporção fica evidente quando a gente compara a relação população mundial e o percentual de mortes. O Brasil responde por 2,7% da população mundial e 13% das mortes por covid-19 estão aqui no país. A prevalência e a gravidade da pandemia foram ampliadas porque, diferente de outros vírus respiratórios que enfrentamos, a covid afeta os mais velhos e aqueles com doenças crônicas”. Disse a professora.

Entre as quase 520 mil vítimas da covid-19 no Brasil, 29.145 tinham 90 anos ou mais, sendo que desse total 1.576 tinham 100 anos de idade ou mais. Com base nas projeções da população para 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), isso equivale a 3,40% dos brasileiros com 90 anos ou mais perdidos para a pandemia.

Por faixas etárias, o Brasil perdeu 0,69% das pessoas de 60 a 69 anos de idade, 1,28% entre 70 e 79 anos de idade e 2,30% dos idosos de 80 a 89 anos de idade, segundo os óbitos registrados por idade no site dos cartórios especial da covid-19. Para a população total, a pandemia levou 0,24% dos brasileiros entre 16 de março de 2020 e 28 de junho de 2021.

Com o avanço da vacinação, a faixa etária das vítimas tem diminuído, como destaca o presidente da Arpen-RJ, Humberto Costa.

“O número de óbitos que a gente teve é bem expressivo, morreu gente de todas as faixas etárias. No início da pandemia, quando os idosos não estavam vacinados, a faixa etária que a gente mais registrava óbito era entre 70 e 80 anos de idade. Me parece que é bem claro que a vacinação faz com que o número de óbitos caia radicalmente. Se a gente tivesse com um percentual maior da população vacinada, com certeza não teria tantos óbitos quanto estamos registrando”, disse Humberto Costa.

Com a perda dos idosos pela covid-19, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer diminuiu em, pelo menos, dois anos, segundo aponta um estudo da UFMG em colaboração com as universidades norte-americanas de Harvard, do sul da Califórnia e de Princeton, publicado na plataforma MedRxiv. O estudo foi baseado nos dados do ano passado, mas com o recrudescimento da pandemia, em 2021 o índice será ainda pior.

Segundo o levantamento, pessoas nascidas no ano passado viverão, em média, 1,94 ano a menos do que se esperaria, de volta aos patamares de 2013. Essa é a primeira queda desde a década de 1940. De acordo com o IBGE, uma pessoa nascida no Brasil em 2019 tinha expectativa de viver, em média, até os 76,6 anos de idade. Para os homens eram 73,1 anos de idade e para as mulheres 80,1 anos de idade.

O estudo indica que, na faixa etária dos 65 anos de idade, a redução da expectativa de vida no ano passado foi de 1,58 ano, o que coloca o Brasil de volta aos níveis de 2009. Entre as unidades da federação, a queda na expectativa de vida ao nascer foi maior no Distrito Federal, com uma diminuição de 3,68 anos.

Cássio Turra explica que esse efeito na expectativa de vida traduz, de forma simples, o impacto do excesso de óbitos. Para os nascidos em 2021, o cálculo já indica uma redução de 1,78 anos na expectativa de vida em relação a 2019. Para ele, essa flutuação tende a ser temporária e é possível que o nível seja recuperado no próximo ano.

“Eu sou um otimista cauteloso com relação a 2022, imaginando o seguinte: se a vacinação em 2021 avançar para patamares que permitam a redução da mortalidade de forma significativa, certamente a expectativa deve voltar aos níveis de 2019 ou para o que estava projetado para 2022. No médio prazo, depende de quais as marcas diretas e indiretas que a doença vai deixar nas pessoas, como de outras doenças que deixaram de ser acompanhadas nesse período”, disse.

De acordo com Turra, é preciso analisar também a seletividade da mortalidade, já que no excesso de óbito está contida também a perda da população que inicialmente já poderiam ser mais suscetível à morte.

“Isso pode ter um efeito no médio prazo. Acho que os ganhos anuais vão voltar, mas num ritmo menor. No longo prazo, os efeitos seculares predominam. A gente vai ter um ritmo de aumento na expectativa de vida quanto mais profundas forem as mudanças estruturais que já estão acontecendo no Brasil, como o aumento da escolaridade e a melhoria da saúde preventiva. Se olharmos um pouco além da nossa conjuntura atual, são movimentos que vem favorecendo a nossa expectativa de vida”, explicou.

A pesquisadora Sandhi Barreto destaca que, além do meio milhão de mortes, o país teve mais de 18,5 milhões de pessoas infectadas e ainda são necessários mais estudos para estimar os efeitos de longo prazo no envelhecimento saudável.

“Mais ou menos 20% dos hospitalizados por covid vão desenvolver complicações graves como insuficiência respiratória, disfunção de múltiplos órgãos, internações prolongadas, prejuízos motores, cognitivos e mentais. A gente sabe que quanto mais grave o adoecimento por covid, maior o risco de sequelas e necessidade de reabilitação e cuidados com os sobreviventes”, disse a pesquisadora.

A pesquisadora explica que estudos já mostraram que um em cada três sobreviventes da covid-19 apresentaram doença mental ou neurológica após 6 meses. “No curto prazo, a pandemia acentuou as desigualdades que já existiam, além de piorar as condições das pessoas idosas e que tinham doenças crônicas”.

De acordo com Sandhi Barreto, entre os problemas causados pela covid-19 nos sobreviventes já foram identificados a redução da autonomia nos idosos, que pode levar à dependência, o atraso em diagnósticos de outros problemas, atraso em tratamentos, cancelamento de procedimento, modificação de comportamentos importantes para o controle de doenças crônicas, como exercício e alimentação, deterioração na qualidade do sono e diminuição da rede de apoio social.

Fonte: Agência Brasil via Notícias ao Minuto

Caminhoneiro vítima de explosão em posto ligou para pedir ajuda após perder perna, diz amigo


O motorista que morreu após a explosão de um caminhão em um posto de combustíveis, em Rio Claro (SP), conseguiu ligar após o acidente para avisar que havia perdido uma perna e que precisava de ajuda.

Jovino Rocha de Andrade teve a morte confirmada pela Santa Casa às 4h10 desta quinta-feira (1º). Ele tinha 51 anos e foi uma das duas vítimas socorridas em estado grave. Outras 20 pessoas ficaram feridas.

Na quarta, nove vítimas foram encaminhadas para atendimento em Ipeúna. Na UPA da Avenida 29 foram atendidos sete feridos, sendo que três foram levados pelo Samu e quatro procuraram o atendimento por meios próprios. Cinco destes pacientes da UPA 29 foram liberados na manhã desta quinta (1º).

Ao Pronto-Socorro Municipal (PSMI), que fica ao lado da Santa Casa, foram encaminhados seis pacientes. Dois estavam em estado grave e foram transferidos para a Santa Casa. Andrade era um deles e não resistiu.

Andrade, que morava em Conchal (SP) e mantinha uma transportadora com quatro caminhões, preparava-se para uma viagem ao Rio de Janeiro e, no momento do acidente, abastecia dois caminhões no posto. Ele estava acompanhado da esposa grávida, que aguardava em uma caminhonete, e de outro motorista.

Quando viu o caminhão carregado com produtos químicos chegar ao local com um dos pneus em chamas, Andrade tentou socorrer o motorista. “Ele correu para ajudar apagar, quando foi bater na porta do caminhão, deu a explosão”, contou o amigo e funcionário José Antônio de Aquino em entrevista à Rádio CBN São Carlos.

Aquino contou que, mesmo ferido, o amigo conseguiu ligar e pedir ajuda.

“O vácuo jogou ele debaixo do caminhão. Ele ligou para a esposa do amigo que estava com ele e falou: perdi uma perna, preciso de ajuda. Ela avisou o marido, que chamou o resgate”, disse.

O caminhoneiro foi socorrido para a Santa Casa, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada. “Ele sempre foi prestativo e ajuda as pessoas. Tinha um coração que era maior do que ele. Foi uma enorme tragédia”, lamentou o amigo.

O acidente

A explosão do caminhão aconteceu por volta das 18h40 no posto Confiante, no km 175 da Rodovia Washington Luís (SP-310).

Segundo a Defesa Civil, o deslocamento de ar das explosões causou danos no posto, no restaurante do local e em casas da região e o barulho foi ouvido um raio de aproximadamente 15 km.

Cenário de destruição

A pista da rodovia Washington Luís sentido capital chegou a ser interditada e teve lentidão no trânsito. Uma passarela sobre a rodovia que fica em frente ao posto foi danificada.

Ao menos dez caminhões que estavam no posto foram atingidos pela explosão e pegaram fogo. O muro de uma empresa ao lado não resistiu e desmoronou. Uma lanchonete também ficou destruída.

No local onde o caminhão explodiu formou-se um buraco de aproximadamente dois metros e nesta manhã foi possível observar vários ferros retorcidos. Segundo a Defesa Civil, não há riscos de mais explosões no posto de combustíveis.

A perícia da Polícia Civil foi ao local nesta manhã. Os peritos querem saber como o incêndio começou. De acordo com a Defesa Civil, já se sabe que o caminhão estava com vazamento da carga e que a pastilha de freios estava muito quente, o que pode ter iniciado a combustão.

Fonte: G1

ACOPIARA: SECRETARIA DE EDUCAÇÃO INICIOU ENTREGA DOS KITS ALIMENTAÇÃO PARA ALUNOS

A Secretaria da Educação de Acopiara iniciou a entrega dos kits alimentação para os alunos da rede pública municipal.

Os kits estão sendo entregues para cada aluno matriculado e os pais são responsáveis pelo recebimento. No total serão distribuídos cerca de 7 mil kits.





ACOPIARA: ENTREGA DE TÍTULOS DE TERRA

 


Menino de 3 anos morre afogado em açude em Quixadá, no Ceará

Um menino de três anos morreu afogado em um açude no distrito de Juatama, na cidade de Quixadá, no interior do Ceará, na tarde desta quarta-feira (30). O caso é investigado pela Delegacia Regional do município.

Conforme a Polícia Civil, uma equipe da Polícia Militar foi acionada e realizou os primeiros procedimentos sobre o fato. Segundo as primeiras informações recebidas pelos agentes, a criança estava no açude acompanhada de um parente, que estava pescando, quando teria entrado na barragem, sem ser vista pelo familiar, e se afogou.

Uma ambulância do Samu foi acionado, mas quando os socorristas chegaram ao local o garoto já estava em óbito. A Perícia Forense do Estado realizou os primeiros levantamentos, que irão auxiliar as investigações sobre o caso.

Fonte: G1