sexta-feira, 5 de maio de 2017

Universitário é executado por engano em Maranguape

Um estudante universitário foi executado a tiros, por dois homens que planejavam matar o primo da namorada dele, no bairro Guabiraba, no Município de Maranguape. O crime aconteceu na noite da última quarta-feira (3) e ninguém foi preso até o fechamento desta matéria.
Segundo informações apuradas pela TV Diário, no local do assassinato, João Pontes Oliveira Neto, conhecido como 'Netinho', 23, estava na frente da casa da namorada, na Rua Capitão Manoel Bandeira, na companhia do primo dela, identificado como Lucas Nascimento, quando os criminosos chegaram.
Lucas correu e se escondeu dentro da residência. Os criminosos dispararam mesmo assim e 'Netinho' foi alvejado com cerca de nove tiros. Em seguida, os criminosos fugiram. A Polícia Militar foi acionada e realizou diligências na região, mas os assassinos não foram localizados. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) compareceu ao local e recolheu o corpo para necropsia.
A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a Delegacia Metropolitana de Maracanaú levantaram informações para a investigação do caso. O delegado plantonista da Delegacia Metropolitana de Maracanaú, Wagner Jorge, acredita que o universitário tenha sido morto por engano. "O 'Netinho' estava no lugar errado, na hora errada. Eles (criminosos) vieram pegar o Lucas Nascimento", afirmou.
O universitário não tinha passagem pela Polícia e era conhecido no bairro onde morava como estudioso e trabalhador. O rapaz de 23 anos estudava Administração e trabalhava como técnico de segurança do trabalho em uma empresa.
Enquanto o primo da namorada da vítima, Lucas Nascimento, já foi autuado três vezes por homicídio, uma por porte ilegal de arma, uma por receptação e uma pela Lei Maria da Penha.
Ainda de acordo com o delegado Wagner Jorge, Lucas é membro de uma organização criminosa e já sofreu três atentados, devido à rivalidade entre facções.
Nas redes sociais, amigos e conhecidos de 'Netinho' lamentaram sua morte. Na página do Diário do Nordeste, no Facebook, várias pessoas se manifestaram pedindo providências para que o caso seja solucionado.
Fonte: Diário do Nordeste