sábado, 6 de maio de 2017

Ceará já tem mais de 8 mil casos de chikungunya

O ceará já tem mais de 8 mil casos de chikungunya confirmados este ano, segundo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). Também já foram contabilizados um total de 4.988 casos de dengue. Um total de quatro pessoas já morreram em virtude das doenças. Fortaleza concentra mais da metade dos casos das doenças.
O vírus é transmitido pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti. O risco de contrair alguma dessas doenças aumenta neste período de chuvas e calor por que a reprodução deste pequeno inimigo é mais intensa.
Por isso é tão importante o trabalho de combate a esse mosquito. O fumacê, nome popular para a pulverização espacial UBV, é um procedimento que consiste na liberação via aérea de gases, que agem, por contato, atingindo os mosquitos adultos em voo. A ação do produto só é efetiva quando o inseticida está em suspensão no ar e só mata o mosquito. O inseticida não mata as larvas do Aedes aegypti, que estão em caixas d’água, potes, baldes, pneus, lajes. Cerca de 90% dos focos estão localizados nas residências. 
Para o gerente da célula de vigilância ambiental, Nélio Morais, a pulverização espacial vem reforçar as ações de combate. “A passagem do fumacê não diminui a necessidade da eliminação dos potenciais focos do mosquito. Por isso, as famílias devem também fazer sua parte no combate ao Aedes aegypti. A população precisa participar, evitando que suas residências se tornem possíveis criadouros do mosquito”, destacou Nélio.
Neste período do ano ocorrem os picos de transmissão, devidos fatores naturais, com as condições climáticas e ambientais, favorecendo assim a proliferação do vetor, uma vez que o ciclo de reprodução do mosquito é encurtado. O Aedes vive em torno de 45 dias, com um único objetivo: alimentar-se por meio do sangue humano e a reprodução. A fêmea pode depositar cerca de 400 ovos, divididos em mais diferentes locais, garantindo assim a perpetuação da espécie.
Fonte: Cnews