quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Homem é encontrado morto em pensão que hospedou agressor de Bolsonaro

A PM (Polícia Militar) de Minas Gerais foi acionada na noite desta terça-feira (17) porque um homem de 47 anos foi encontrado morto em uma pensão no bairro Santa Helena, na área central de Juiz de Fora (MG). A pensão é a mesma onde o agressor do candidato Jair Bolsonaro (PSL) estava hospedado, em 6 de setembro, quando cometeu o atentado contra o capitão da reserva.

O homem foi identificado como Rogério Inácio Villas, 47 anos.

De acordo com a PM, o corpo foi encontrado sem indícios de violência e com os músculos endurecidos. À equipe da PM que atendeu à ocorrência, familiares do morto disseram que ele seria usuário de drogas e já esteve internado para tratamento do vício.

Ainda de acordo com a corporação, moradores relataram que, na noite de segunda-feira (15), Villas havia se queixado de problemas para respirar e que estava com muito catarro. Ele teria sido internado recentemente por conta de uma pneumonia, além de ter histórico de problemas cardíacos.

A PM ainda explicou que, segundo proprietário da pensão, o homem estava hospedado na casa há três meses. Cerca de 20 pessoas, de diferentes idades e origens, moram na pensão, que possui 15 quartos.

Essa é a segunda morte no local desde que o ataque ocorreu. Em setembro, Aparecida Maria da Costa, então dona da pensão, morreu em decorrência de um câncer.

Em sua conta no Twitter, Bolsonaro comentou a segunda morte e insinuou que elas podem estar relacionadas.

"Registrada a segunda morte na pensão que estava hospedado ex-integrante do PSOL que tentou me assassinar! Pode ser que seja muita coincidência, pode ser um novo Caso Celso Daniel a caminho! Que a verdade apareça!", escreveu. Celso Daniel (PT) era prefeito de Santo André (Grande São Paulo) e foi assassinado em 2002.

Mais cedo, em visita à Polícia Federal no Rio, Bolsonaro afirmou que confia na instituição para investigar o ataque.

"Confio neles [na Polícia Federal]. Eles vão chegar a uma solução no final do inquérito. Não estou aqui fazendo papel de vítima. Eu não levei um cascudo na rua, foi uma facada. (...) Tenho muita vontade de viver, estou com ainda mais vontade de disputar a eleição", disse nesta quarta-feira.

O discurso, no entanto, é bem diferente de entrevistas suas concedidas quando ainda estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Na ocasião, o pesselista declarou que havia uma tentativa de "abafar o caso" por parte da PF.

Fonte: Uol Notícias