terça-feira, 18 de julho de 2017

Pular café da manhã pode aumentar risco de síndrome metabólica

refeição mais importante do dia é o café da manhã. Um estudo publicado no "American Journal of Clinical Nutrition" afirma que isso se deve ao hábito de saltar a primeira refeição.
Os pesquisadores destacaram que esse hábito pode aumentar as hipóteses de inflamações e resistência á insulina, favorecendo fatores associados à síndrome metabólica, como a obesidade e o diabetes tipo 2.
A equipe, da Universidade de Honenheim, na Alemanha, testou 17 adultos saudáveis em três dias: no primeiro, elas saltaram o pequeno-almoço, no segundo, o jantar e no terceiro, as três refeições normais diárias.
A cada dia, amostras de sangue eram coletadas entre o 07h00 e 21h00. Eram medidos os níveis hormonais, concentrações de glicose e insulina e a atividade do sistema imunológico. 
Resultados
O estudo mostrou que as pessoas queimavam mais calorias num período de 24 horas quando não almoçavam (41 calorias) ou não jantavam (91 calorias). 
Os níveis de glicose e insulina não mostraram divergências entre os três dias. Porém, as concentrações de glicose, atividade inflamatória e resistência insulínica eram mais altas quando os participantes não almoçavam ou não tomavam café.
Há desvantagens a longo prazo, no entanto, mesmo as pessoas tendo queimado mais as reservas de gordura já existentes nos dias em que pularam o café. 
É que a prática pode prejudicar a capacidade do corpo de alternar entre a queima de gordura e carboidratos. Isso aumenta as hipóteses de inflamações e de desequilíbrio de glicose no sangue. 
Como a inflamação crônica é conhecida por afetar à insulina em sua sensibilidade, ignorar o café da manhã pode avançar no comprometimento do metabolismo aumentando o risco de obesidade e diabetes.
Segundo os autores, ainda são necessários outros estudos para avaliar o impacto da falta do pequeno-almoço.
Fonte: Diário do Nordeste