sábado, 24 de dezembro de 2016

Cunha e Dirceu: como vivem e o que comem alguns presos da Lava-Jato

Após dois anos e nove meses do início da Operação Lava-Jato já foram condenadas 82 pessoas e muitos dos detidos, entre eles políticos, empresários, lobistas e ex-diretores da Petrobras, estão ou estiveram detidos no Paraná.
reportagem do GloboNews entrou no Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e revelou com imagens como estão vivendo alguns deles, como Eduardo CunhaJosé DirceuJoão Vaccari Neto, entre outros. 
Cada político preso em Curitiba custa R$ 3,5 mil por mês
Localizada a 20 km de Curitiba, a penitenciária oferece duas vezes por dia a alimentação básica feita por uma empresa terceirizada. O custo do Governo do Paraná por alimentação é de R$ 13 por dia. Por mês, a manutenção de cada detento custa cerca de R$ 3.500. Nesta época de Natal as visitas podem levar comidas especiais, como por exemplo panetones. 
As celas do pavilhão da Lava-Jato têm três camas de alvenaria e os integrantes têm que dividir um banheiro e uma televisão que pode ser de plasma. Os espaços são bem simples e os presos têm direito a banho quente, mas não podem receber visitas íntimas
Diminuição de pena com trabalho de faxina e na biblioteca
Alguns dos detentos conhecidos da opinião pública estão realizando trabalhos internos na penitenciária para conseguir redução da pena. Como é o caso do ex-deputado federal pela Bahia Luiz Argôlo que serve diariamente comida a outros presos doentes.
Condenado por lavagem de dinheiro e recebimento de propina, ele já pode ser liberado, mas não tem dinheiro para pagar R$ 1,5 milhão de multa. 
O ex-deputado cassado André Vargas, do Paraná, para ter a pena reduzida, trabalha como faxineiro nas galerias da penitenciária e conseguiu diminuir 115 dias pela ótima avaliação. 
Vargas divide a cela com o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores João Vaccari Neto. Vaccari foi condenado a 24 anos e quatro meses e trabalha entregando refeições especiais aos presos que fazem dieta.   
Os presos da Lava-Jato costumam participar de projetos de leitura na biblioteca da penitenciária para obterem redução de pena. É preciso entregar um fichamento dos livros aos responsáveis para conseguir diminuição de quatro dias por livro lido. 
O ex-ministro José Dirceu trabalha na biblioteca, também com intuito de reduzir a pena, e faz a entrega de livros para os presos. A cada três dias trabalhado ele reduz em um a pena. Ele já completou um ano e três meses no presídio do total de condenação de 23 anos e três meses por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Já teve a pena reduzida para 20 anos e 10 meses por ter mais de 70 anos. 
Recusa: Cunha e Duque
Já Renato Duque, ex-Petrobras, que possui duas sentenças que somam 41 anos se recusou a fazer qualquer serviço mais pesado em Pinhais. Em julho foi transferido para carceragem da Polícia Federal em Curitiba onde estão o ex-ministro Antônio Palocci Filho e o empreiteiro Léo Pinheiro da OAS.  
O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha encarou sua transferência da Polícia Federal para o presídio de Pinhais como a maior humilhação de sua vida, segundo informação de fontes do presídio à Globo News. Está preso há cerca de dois meses e ainda não trabalha.
Fonte: Diário do Nordeste