VEJAM PARTE DA ENTREVISTA DO EX-GOVERNADOR CID GOMES QUE FALA SOBRE A POSSÍVEL VOLTA DE EX-PREFEITOS ÀS PREFEITURAS DO INTERIOR CEARENSE. ESTA ENTREVISTA FOI FEITA PELO JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE:
O presidente do PDT cearense, André Figueiredo, disse recentemente ao Diário do Nordeste que a disputa em Fortaleza será uma das prioridades do partido para 2016. O senhor acredita que terá mais dificuldade na disputa desse ano na Capital ou em sua terra natal, Sobral?
Acho que vamos ter dificuldades nas duas. Essas eleições de prefeito, quem está na situação parte em desvantagem. Pelo que tenho visto no Interior será uma eleição de retorno de ex-prefeitos. Os atuais estão desgastados, e a referência que se tem é de ex-prefeito, mas essa situação não ocorre em Fortaleza nem em Sobral. Eles vão concorrer contra uma situação ideal. Quem está no poder é responsável por todas as mazelas e os candidatos que nunca foram, salvo a (ex-prefeita) Luizianne (Lins), não têm termos de comparação. O (deputado estadual) Wagner (Sousa) já teve alguma oportunidade executiva? Você pode dizer o que ele não fez? As pessoas podem achar que ele é o ideal? O (deputado estadual) Heitor (Férrer) já foi poder alguma vez? As pessoas podem achar que ele é o nome ideal. Mas a gente sabe desses dois aí e, coincidentemente, que têm absolutas limitações. O Heitor não tem a menor vocação para administração pública, é zero. Ele é um bom parlamentar, é atuante. E o Wagner é um líder classista, não tem experiência nenhuma de administração pública. Isso vai ser o eixo da campanha. Eu penso que o Roberto (Cláudio) atravessou momentos de muitas dificuldades no começo da administração, mas começam a aparecer mais visivelmente as ações de seu Governo e, daqui até a eleição, a gente vai poder comparar. Você pode comparar a sua administração incompleta com oito anos da Luizianne e ter larga vantagem para ele em todos os setores que possa nominar, Educação, Saúde, infraestrutura, transporte, geração de empregos. O grande desafio do Roberto Cláudio será colocar dúvida na capacidade administrativa do Heitor e do Wagner.
Para 2018, o PDT tem interesses claros, que passam pelo seu grupo político aqui no Ceará. Então, o sucesso na Capital e em seu município seriam importantes visando esses interesses futuros.
Sem dúvida. O Ciro (Gomes) é um nome que tem sido estimulado pelo partido para ser colocado como o nome do partido. Está ainda muito longe para as eleições, mas o partido sabe que isso tem que ser feito e cultivado com boa antecedência. O Ciro tem circulado na companhia das lideranças do partido, como nome a ser colocado. O Ciro é do Ceará e vão querer saber quais os resultados dos partidos e pessoas ligadas a ele. Se ele for uma cara malvisto no Estado e se as pessoas não tiverem bom desempenho, acaba influenciando negativamente nacionalmente.
O senhor disse que ex-prefeitos poderão voltar. Significa que teremos pouca renovação política no Ceará?
Muito pouca.
Pelos números que se tem, o senhor lidera o maior grupo político no Estado nas casas legislativas e Executivo. Com qual perspectiva o senhor trabalha nas eleições de 2016?
Nosso objetivo é manter essa liderança. Isso é fruto de trabalho, de presença e ações junto a aliados nos quatro cantos do Estado. Hoje temos cerca de 70 prefeitos, dos 184, e, como disse, quem é situação vai enfrentar mais dificuldades. Nesses 70 municípios, vamos ter que ter atenção especial. No entanto, em 114, somos oposição e dá margem ao partido para crescimento. Nunca foi meu estilo ser hegemônico e acho de bom tom termos um terço dos prefeitos. A gente faz alianças, é mais democrático do que ter um partido majoritário.
