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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

BOLSA FAMÍLIA: Cerca de 75% dos beneficiários trabalham, diz ministra

Somente no Ceará, 2.125.382 pessoas saíram da linha da pobreza por intermédio do Programa Bolsa Família nos últimos 10 anos. E cerca de 75% dos beneficiários do programa em todo o País têm um emprego. Os números foram apresentados pela titular do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, ministra Tereza Campello, na tarde de ontem, em evento no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), em Fortaleza.
Até setembro, em todo o País, 14 milhões de famílias foram incluídas no Cadastro Único. Elas recebem o valor médio de R$ 170,10 através do programa assistencial.
A ministra participou, à tarde, de debate sobre os impactos da redução da miséria no País, parte do evento Brasil: o fim da miséria é só um começo. À noite, foi aberta a exposição Os Filhos deste Solo: olhares sobre o povo brasileiro, que fica em cartaz até janeiro no Museu da Cultura Cearense, no CDMAC.
Conforme a ministra, o Bolsa Família gerou uma série de preconceitos contra a população beneficiada. “Existe o discurso de certa população da classe média de que o beneficiário do Bolsa Família não quer trabalhar. Mas quem entende o significado da miséria e da fome defende o Bolsa Família. Com esse programa, conseguimos sair do mapa da fome. As pessoas não tinham o que comer”, destacou.
A ministra afirmou que, tão difícil quanto superar a pobreza, é vencer o preconceito. “É preciso entender que as pessoas não vão ter mais filhos para ganhar o Bolsa Família. E também não vão recusar um emprego”, frisou.
Tereza Campello destacou que mais de um milhão de pessoas - quase 200 mil somente no Ceará - desistiram do benefício porque não se enquadravam mais no perfil do programa federal. “O número de pessoas que trabalham entre os não beneficiados é o mesmo: 75%. As pessoas querem melhorar de vida. E o programa beneficia isso também porque melhora o rendimento e diminui o abandono da sala de aula”. O benefício obriga, entre outras medidas, que a criança vá ao médico a cada seis meses e frequente regularmente a escola.
Outra melhoria citada pela ministra foi a redução da desnutrição. “A alimentação deficiente tem um impacto direto na altura das crianças, e o programa ajudou a reduzir em 51% esse problema. No Nordeste, a pobreza crônica, em 2002, afetava 17,9% da população. Em 2013, o número passou para 1,9%”, citou.