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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Eunício critica governador Cid Gomes

O senador e pré-candidato ao governo do Estado do Ceará, Eunício Oliveira (PMDB-CE), discursou criticando a gestão Cid Gomes (Pros) em mais um encontro regional do PMDB, dessa vez em Crateús. Isso foi ontem, oito dias depois de o PMDB entregar os cargos que ocupava no secretariado de Cid para permitir a Eunício total liberdade de movimentos em favor de sua candidatura.

“Temos a sétima capital mais violenta do mundo. Será que isso não tem jeito? Tem”, disse o senador, que citou a política de tolerância zero aplicada em Nova York como exemplo de remédio conveniente para a criminalidade crescente no Ceará.
 
“Por que não é possível aqui? É possível sim”.

Foi só uma das críticas. “Dá pra aceitar que no Ceará, dos 184 municípios, apenas cinco concentrem 70 por cento da renda?”. E ainda: “O governador Cid tem uma formação diferente da minha. Ele é engenheiro. Eu sou das ciências humanas. Ele acha que fazer um prédio de 20 andares é algo resolvido. Eu penso diferente”. O senador disse também que “se eu chegar lá, vou fazer um governo de diálogo”, porque “o poder isola muito”.

Eunício declarou não ter medo de enfrentar o poder que o governo exerce sobre prefeitos e vereadores. “Dizem: tem uma máquina, tem duas, 10, 100. Mas, não tem o povo, não vai pra lugar nenhum”. Lembrou que, em 2006, Lúcio Alcântara era um governador bem avaliado e apoiado pela maioria dos
prefeitos, mas perdeu para Cid.

Defendendo seu potencial contra o candidato que vier a ser escolhido por Cid, Eunício citou o exemplo do jangadeiro que ficou na Historia como o Dragão do Mar, e afirmou que o Ceará “é um Estado libertário”, onde o povo “não se submete a ninguém”. “O Dragão do Mar disse pros poderosos da época que esse Estado era diferente dos outros Estados. Esse homem simples disse: nesse Estado não desce mais nenhum escravo”.

Ao chegar ao Clube de Caça e Pesca de Crateús, Eunício ressaltou que “não rompeu” com Cid, mas, na falta de apoio dele à sua candidatura, vai seguir adiante. “O PMDB foi pedir reciprocidade e não recebeu, e o PMDB espera que vai ter a reciprocidade do povo do Ceará”.

O senador reiterou crer que nem o ex-presidente Lula nem a presidente Dilma Rousseff virão fazer campanha para o candidato que Cid lançar. “Eu não acredito que meu amigo presidente Lula e a presidente Dilma venham ao Ceará fazer qualquer tipo de comportamento contrário ao PMDB”.