O departamento jurídico do Icasa acionou a 4ª Vara Cível da Barra da
Tijuca, na última quinta-feira, tentando derrubar a tese de prescrição,
levantada pelo STJD, e disputar o Campeonato Brasileiro Série A. A
primeira vitória do recurso na justiça comum aconteceu nesta terça. A
juíza Érica de Paula Rodrigues da Cunha concedeu liminar ao Icasa,
obrigando a CBF a incluir o clube no Campeonato Brasileiro Série A deste
ano, sob pena de multa diária de 100 mil reais.
De acordo com o advogado alviverde Carlos Eduardo Guerra, a CBF deve
ser notificada ainda nesta terça e vai se posicionar. “O oficial de
justiça de plantão já está a caminho da entidade”, confirmou. A liminar
pode ser cassada pela CBF. “Estamos preparados para um recurso e vamos
continuar lutando, pois o Icasa tem direito legítimo de disputar a Série
A”, explicou.
O argumento utilizado pelo Icasa na justiça comum é de que o prazo da
denúncia na justiça desportiva não estava prescrito. “O código é muito
claro, uma matéria como essa só poderia ser considerada a partir do
conhecimento do fato e não do dia em que o fato ocorreu”, disse Guerra,
referindo-se a escalação irregular do volante Luan, na segunda rodada da
Série B do ano passado.
Para o advogado icasiano, a questão defendida pelo clube não tem
nenhuma relação com o polêmico caso da Portuguesa. “Nós estamos certos e
temos como mostrar, todos os documentos e o próprio código apontam pra
isso, não tem nada a ver uma coisa com outra”, comentou.
Nessa quarta acontecem as eleições para presidente na CBF, que deve
aclamar Marco Polo del Nero. As 27 federações estaduais e os 20 clubes
da Série A têm direito a voto. O presidente do Icasa Paz de Lira e o
gestor de futebol Emerson Maranhão viajam nessa madrugada para o Rio de
Janeiro e devem participar do pleito. “Vamos sim (viajar), estaremos
cumprindo o compromisso de votar na eleição”, confirmou Maranhão.
