Três promotores de Justiça, cinco delegados, além de inspetores, escrivães e peritos formam a Força-Tarefa montada para investigar a chacina que deixou 11 pessoas mortas, na madrugada da última quinta-feira (12), em três comunidades da Grande Messejana, os bairros Curió, Lagoa Redonda e Conjunto São Miguel. Na manhã desta terça-feira (17), ocorre a primeira reunião de trabalho. Hora de juntar as primeiras pistas sobre a matança na busca pela identificação dos assassinos.
A Polícia já sabe que dos 11 mortos, apenas dois tinham histórico criminal e, ainda assim, foram delitos em apuração que teriam pequeno potencial ofensivo. Uma das vítimas respondia por um crime de trânsito e outra havia sido detida por falta de pagamento de uma pensão de alimentos. Os demais não tinham qualquer antecedente criminal.
Entre os mortos havia, pelo menos, quatro adolescentes. Eram: Antônio Álisson Inácio Cardoso, 17 anos; Patrício João Pinho Leite, 16; Marcelo da Silva Mendes, 17; e Jardel Lima dos Santos, 17. Também entre as vítimas, três jovens: Jandson Alexandre de Sousa, 19 anos; Pedro Alcântara Barroso do Nascimento, 18; e um rapaz de 18 anos que não foi ainda identificado oficialmente. O mais “velho” entre as vítimas era Francisco Elenildo Pereira Chagas, que tinha 41 anos de idade, conforme sua família.
Além deles, também foram assassinados, Valmir Ferreira da Conceição, Alef Sousa Cavalcante e mais um homem ainda não identificado.
Perícias
Segundo as primeiras informações levantadas ainda nos locais dos crimes, todos os corpos apresentavam múltiplas lesões causadas por tiros disparados à queima-roupa ou à curta distância. Os criminosos utilizaram pistolas de diferentes calibres, mas a maioria foi atingida por armas de calibres Ponto 40 (.40) e 380.
Os laudos de perícia deverão estar concluído até a próxima semana pelas equipes da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Já na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os delegados já deram início à fase de depoimentos, ouvido, inicialmente, os familiares das vítimas . Para cada um dos crimes, um delegado foi designado para presidir o inquérito.
Segundo a Polícia, a chacina foi assim praticada: Um quádruplo homicídio na Rua Lucimar de Oliveira, no bairro Curió; um triplo homicídio na Rua Elza Leite Albuquerque, no Conjunto São Miguel; um duplo homicídio na Rua Professor Artur de Carvalho, na Lagoa Redonda, além de mais duas pessoas que morreram no “Frotinha” de Messejana, totalizado, assim, 11 pessoas mortas durante aquela madrugada.
Fonte: Fernando Ribeiro.
