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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Celso Portiolli revela diagnóstico de câncer: 'Estou otimista'


O apresentador Celso Portiolli publicou em suas redes sociais nesta terça-feira, dia 28, diagnosticado com um câncer na bexiga este ano. Ele publicou um vídeo em sua conta no Instagram onde afirma que muitos amigos e parentes ainda não sabem da situação, mas disse que preferiu compartilhar logo a notícia com todos, para que saibam por ele os detalhes de sua saúde.

"Estou aqui para conversar sério com vocês, uma notícia importante sobre a minha vida. Fiz questão de contar os detalhes para que você saiba o que está acontecendo, a verdade", começou Celso, que tranquilizou: "Tem notícia boa també, estou bastante otimista e com muita fé".

"Eu tive um câncer de bexiga que foi encontrado na fase mais precoce possível em um exame de rotina. Foi feito um procedimento endoscópico para a remoção desse pólipo. E agora eu vou ter que fazer um tratamento intravesical, dentro da bexiga, uma imunoterapia chamada BCG", explicou o apresentador.

"A chance de cura é próxima de 100%. Isso me deixou bastante aliviado. Durante o período do meu tratamento vou poder ter uma vida completamente normal. Vou poder continuar a academia, animando meus programas de televisão".

Ele ainda antecipou questionamentos sobre como ele animaria seus programas com uma notícia como essas e respondeu:

"Tá tudo bem, tudo ótimo. Eu já sabia e fiz programas ao vivo na televisão e vocês nem imaginavam".

Por fim, o apresentador agradeceu à mulher, família e amigos por terem ficado ao lado dele durante esse momento. Celso ainda agradeceu ao médico e equipe que cuidou dele até então, bem como ao Hospital Albert Einstein.

"É uma notícia dura de passar? É. Você sabe que minha vida é levar alegria, eu não gostaria nunca de levar uma notícia dessa. Mas quero te tranquilizar: tá tudo bem e vai ficar tudo bem", finalizou.

Fonte: Extra via Yahoo Notícias

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

CHUVAS: Ceará envia 25 bombeiros e equipamentos para ajudar o sul da Bahia


Vinte e cinco bombeiros, seis viaturas e equipamentos como botes, coletes salva-vidas e cilindros saíram do Ceará às 18 horas desse sábado, 25, rumo ao sul da Bahia. Apoio deve permanecer no estado vizinho pelo tempo que for necessário, conforme informa o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE). A operação é coordenada pelo tenente coronel Daniel Oliveira Landim.

Fazem parte da equipe bombeiros especialistas em busca e salvamento, atendimento pré-hospitalar, defesa civil e mergulhadores. Pelas redes sociais, o governador Camila Santana informou ainda que disponibiliza uma aeronave, caso seja necessário aos resgates e ações de apoio.

Os bombeiros cearenses integram o Batalhão de Busca e Salvamento (BBS), o Batalhão de Socorro de Urgência (BSU), a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) e a Companhia de Mergulho de Resgate (CMR).

Nesse sábado, 25, a Bahia contava com 19 cidades "com comunidades embaixo d’água”, conforme comunicou em vídeo nas redes sociais o governador baiano, Rui Costa. “Estamos mobilizando todas as nossas forças. Montamos uma base de apoio lá em Ilhéus. Estamos deslocando o reforço de pessoal dos bombeiros, da polícia, aeronave, o comandante dos bombeiros, o comandante da defesa civil e, a partir de Ilhéus, vamos montar uma base de apoio para toda região”, detalhou.

Fonte: O Povo

Jovem de 18 anos tem casa invadida e é assassinada a tiros no Ceará


Uma jovem de 18 anos foi morta a tiros após ter a casa invadida por homens armados na localidade de Sítio Carpina, na zona rural de Ubajara, na Serra da Ibiapaba no Ceará, na manhã desta segunda-feira (27). Os suspeitos fugiram.

A Polícia Civil afirma que os suspeitos estavam à procura de Tamylles Oliveira da Silva e do companheiro dela, que seria integrante de um grupo rival, envolvido em homicídios na região. Durante a invasão na residência, ele não foi ferido e fugiu do local.

O companheiro da vítima foi preso horas após o homicídio da jovem, em uma ação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar, pois estava com um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio e organização criminosa.

A polícia continua as buscas na região. O caso é investigado pela Delegacia Regional de Tianguá.

Fonte: G1

Homem mata cachorro e é preso em flagrante


Na noite dessa sexta-feira, 24, um homem atacou com facadas um cachorro na zona rural de Parambu, a 415,1 km de Fortaleza. O animal não resistiu aos ferimentos e morreu. Menos de 24 horas depois, o suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Ceará (PMCE).

Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS), as diligências foram iniciadas logo após os policiais militares tomarem conhecimento sobre o fato. De posse das informações necessárias, os PMs iniciaram as buscas e localizaram um suspeito de 30 anos.

Com o homem, uma faca que teria sido utilizada no delito foi apreendida. Após ser detido, o suspeito foi conduzido para a Delegacia Regional de Tauá, onde foi autuado em flagrante por crime ambiental. O homem foi colocado à disposição da Justiça.

Fonte: O Povo

ACOPIARA: VICE-PREFEITA DRA. ANA PATRÍCIA PARTICIPA DE FESTA NATALINA NA VILA SANTO ANTÔNIO

Foi realizada na noite do último sábado, 25 de dezembro, a festa de Natal da Vila de Santo Antônio, Acopiara-CE. O evento foi promovido pelo vereador Dário Felipe e contou com apoio da comunidade local e da vice-prefeita do município Dra. Ana Patrícia.

Foram distribuídas cestas básicas, muitos brinquedos e ofertado um delicioso jantar aos presentes. Centenas de pessoas desfrutaram deste momento de lazer.

A vice-prefeita Dra. Ana Patrícia parabenizou aos idealizadores do evento e disse que sempre irá apoiar momentos mágicos como este.






IGUATU: QUEDA DE MOTO DEIXA UMA PESSOA MORTA

Foi registrado neste domingo (26) uma queda de motocicleta com vítima fatal ocorrida na CE-060 próxima à curva do condomínio Dom Mauro. A vítima seguia do Gadelha para Iguatu. O mesmo perdeu o equilíbrio vindo a bater no meio-fio e cair num barranco.

MC Boco é assassinado a tiros em palco


O cantor Paulo Roberto Gonçalves Cavalcanti, conhecido como MC Boco do Borel foi morto a tiros na madrugada deste domingo (26). O artista se apresentava em um bar, no Litoral Sul de Pernambuco, em Porto de Galinhas quando foi alvejado por diversos disparos de arma de fogo.

A vítima chegou a ser socorrida a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. Conforme informações de testemunhas, o MC foi alvejado por pelo menos 15 disparos de arma de fogo.

O cantor tinha 34 anos e era reconhecido no meio do brega funk. O autor dos disparos seria um homem que chegou ao estabelecimento comercial com o rosto coberto por meio de uma balaclava.

Ainda não há informações sobre o que teria motivado o crime.

Alynne Cristina, esposa da vítima se pronunciou por meio das redes sociais, neste domingo (26), afirmando estar com o coração "pior que um copo de vidro quebrado".

Paulo Roberto chegou a publicar fotos ao lado da família nesse Natal. Uma das últimas imagens publicadas pelo artista foi na entrada de Porto de Galinhas, ao lado dos amigos, instantes antes da apresentação.

SOLTURA RECENTE

Em 2020, Boco do Borel chegou a ser preso sob suspeita de tráfico de drogas. Com ele foram encontradas quase 700 gramas de pasta-base de cocaína.

Paulo chegou a passar quase um ano e meio detido, e foi solto no último mês de outubro deste ano. Conforme a Polícia Civil de Pernambuco, a investigação acerca do homicídio está em andamento.

Fonte: Diário do Nordeste

VÁRZEA ALEGRE: CADÁVER DE HOMEM DESAPARECIDO É ENCONTRADO

Foi encontrado no último dia 25 de dezembro de 2021, por volta das 11:45, o cadáver de um homem que estava desaparecido há alguns dias. O corpo foi achado às margens da BR-230, próximo ao balneário Arapuã, sítio Canindezinho, Várzea Alegre-CE. Próximo ao cadáver foi encontrada uma motocicleta e foi constatado de que havia ocorrido um acidente automobilístico.

Sobe para 20 o número de mortos na Bahia por causa das chuvas


Os estragos causados pela chuva na Bahia afetou 470 mil pessoas, segundo informações da Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec). Rodovias foram interditadas e há localidades sem energia elétrica. Em Itabuna, um dos municípios em estado crítico, houve uma operação de guerra para o resgate dos desabrigados.

A Sudec contabiliza ao todo 18 mortes no estado. No entanto, houve mais duas vítimas, segundo informações do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna, subindo para 20 o número de mortes na Bahia. O estado tem 60 mil desabrigados pelas chuvas, que precisam de alojamento das prefeituras, e mais 19.580 desalojados que tiveram que abandonar suas casas.

Já são 116 municípios afetados, sendo que 100 deles decretaram situação de emergência.

Em Itabuna, são 600 desabrigados pela chuva e vários pontos da cidade ainda estão ilhados. Com parte da cidade sem energia, há também preocupação com o abastecimento de água. Segundo o prefeito, Augusto Costa, o acesso à região foi interrompido dificultando o resgate da população atingida pela enchente.

— A nossa região é cortada pela BR 101, no caminho de Rio de Janeiro, cortada pela BR 415, ligando ao litoral de Ilhéus, de Barra Grande, Itacaré e foi totalmente interrompida em função das fortes chuvas. Para o resgate das pessoas foi feita uma operação de guerra para tirar essas famílias de helicóptero — afirmou Costa.

O prefeito ressalta que a grande preocupação foi “ resguardar e salvar vidas”. Ontem, ele fez um sobrevoo na região acompanhando o governador da Bahia, Rui Costa.

— O prejuízo é muito grande. É um rio que corta a cidade, comprometeu pontes, há rachaduras em pontes. A área habitacional da cidade, na região ribeirinha, comprometeu 100%, mas nós conseguimos salvar vidas. Tem um levantamento de mais de mil pessoas desabrigadas na região — afirmou.

Ainda segundo Costa, a preocupação agora é com a infraestrutura. O nível do Rio Cachoeira baixou um pouco e está sendo feito um levantamento dos danos causados na região. O município decretou estado de emergência também de calamidade.

— O mais importante é contar com apoio do governo federal. Nós estamos com muitos visitantes de outros estados, São Paulo, Rio, Centro-Oeste, que vem pra cá anualmente para festas de fim de ano — concluiu o prefeito.

Ajuda de militares

O governo da Bahia informou que recebeu apoio de agentes do Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Norte, Maranhão, Paraíba e Sergipe, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o resgate de vítimas das enchentes. Vinte viaturas, dez aeronaves, oito botes e um barco também foram mobilizados.

Veja como ajudar as famílias afetadas pelas chuvas na Bahia

O Grupo Voluntárias Sociais da Bahia está arrecadando alimentos não perecíveis como, por exemplo, água, roupas, materiais de higiene e limpeza na sede da entidade. É possível entregar doações no Palácio da Aclamação (Av. Sete de Setembro, 1.330 - Campo Grande, em Salvador), das 8h às 20h. Informações pelo telefone (71) 3329-5055.

Outro ponto de coleta foi organizado pelo Instituto Liga do Bem Ponto em Salvador para mantimentos e roupas: Rua Manoel Antônio Galvão, 25 - Pituaçu, em Salvador (Bahia). Doações podem ser feitas no Banco do Brasil, agência: 2799-5, Conta: 33713-7 e Pix - CNPJ: 35.759.019/0001-09.

Fonte: Yahoo Notícias

Cantor New Boy morreu em acidente no Ceará após pegar carona de última hora, diz família


O cantor de forró Nivaldo Rodrigues de Lima, o New Boy, de 26 anos, pegou uma carona de última hora da cidade de Milhã com destino a Fortaleza quando morreu em um acidente de carro na rodovia CE-371, no interior do Ceará, neste domingo (26). A informação foi confirmada pela cabeleireira Maria da Conceição Nascimento Casimiro, prima do artista.

O veículo em que New Boy estava capotou na via após o condutor perder o controle, conforme a Secretaria da Segurança Pública. Ele e os outros três ocupantes do carro foram socorridos por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para uma unidade hospitalar. Porém, o cantor não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

"A gente não conhecia as pessoas com quem ele estava. Ele estava em uma festa na cidade de Milhã e pela manhã ele pegou uma carona com uma pessoa com destino a Fortaleza. Como ele estava sem cinto foi o mais machucado", afirma a prima.

O velório de New Boy ocorre nesta segunda-feira (27) na Escola Gonzaga Mota, em Quixadá. O artista será sepultado no cemitério da cidade.

Segundo Maria da Conceição, a família soube do acidente por um socorrista do Samu, que conhecia os parentes do cantor. "De início eles não falaram que ele tinha morrido, só quando os pais dele chegaram a Morada Nova deram a notícia", relembra a prima.

Horas antes do acidente, New Boy se apresentou em um estabelecimento em Milhã e ficou hospedado na casa do irmão do contratante do evento, onde iria dormir. Conforme o homem, que não quer ser identificado, à noite ele participou de uma festa em um clube, onde encontrou outros amigos e pegou carona.

"Dizem que o motorista estava embriagado e cochilou", relata o homem. Não há confirmação oficial da polícia se o condutor do veículo havia consumido bebida alcoólica. A Secretaria da Segurança afirma que um procedimento foi registrado na Delegacia Regional de Russas, que apura as circunstâncias do acidente.

De cantor de quadrilha junina a atração de bares

Natural de Quixadá, New Boy era o mais velho de quatro irmãos e desde criança se interessou pela música.

"Ele começou na escola, cantando em quadrilha junina e foi se descobrindo. O negócio dele era forró. Nos shows, ele sempre cantava o Baú da Taty Girl, todo mundo gostava e ele foi reconhecido por ela", disse Conceição.

Nos últimos anos, New Boy ganhou reconhecimento na cidade natal, passando a ser uma das atrações garantidas nos bares de Quixadá. "Durante a pandemia, como os shows ficaram mais fracos, ele chegou a trabalhar em uma loja, mas ultimamente ele voltou a fazer apresentações e estava vivendo só da música", afirma a prima do cantor.

Com mais de 27 mil seguidores no Instagram, o cantor postava na rede social vídeos e fotos das apresentações. Ele também compartilhava com os seguidores vídeos de comédia em que ele interpretava várias situações.

Atualmente, New Boy se dividia entre Quixadá e Fortaleza, onde estava dividindo apartamento com um amigo que o ajudava no meio musical.

Festa antes do acidente

New Boy compartilhou nas redes sociais a sua última apresentação e também postou vídeos se divertindo em um show da cantora Mara Pavanelly.

A artista fez uma postagem lamentando o ocorrido. "Sem palavras. Até pouco tempo estávamos fazendo esse boomerang e de repente saber que se foi em um acidente foi um choque" Descanse em paz", diz um trecho da publicação de Mara Pavanelly.

A cantora Taty Girl, que era admirada pelo artista e já fez apresentações com ele, também lamentou a morte nas redes sociais.

"Eu chego de viagem e essa triste notícia, como assim gente? Jovem e cheio de sonhos, batalhador, esforçado, feliz. Inacreditável. Deus sabe de todas as coisas. Deus te receba meu amorzinho, canta muito aí no céu, faz a festa, aqui vai ficar a saudade viu?", escreveu Taty Girl.

Fonte: G1

sábado, 25 de dezembro de 2021

Mateus, da dupla com Jorge, é diagnosticado com Covid-19


Mateus, da dupla com Jorge, foi diagnosticado com Covid-19, no último dia 19. Segundo comunicado divulgado pela equipe da dupla, neste sábado (25), o cantor está cumprindo isolamento em casa. Quanto a Jorge, o resultado do exame foi "inconclusivo", por isso permanece em observação.

“Comunicamos que a dupla Jorge e Mateus, por meio de exames, foram diagnosticados com diferentes quadros virais. Jorge, com análise final de exame como ‘inconclusivo’, permaneceu em observação e afastamento. Mateus, que manifestou sintomas leves no dia 19 de dezembro, mantém o isolamento em sua casa desde a positivação do resultado de Covid-19”, diz a nota.

Diante disso, o show da dupla que estava marcado para o dia 27 de dezembro, em Florianópolis, foi remarcado para o dia 5 de janeiro. Já a apresentação que aconteceria no dia 28 de dezembro, em São Miguel do Gostoso, foi cancelado e sem nova data definida.

A equipe aproveitou ainda para reforçar a importância da vacinação. “Ressaltamos a importância das vacinas contra as doenças virais. Esperamos que tudo e todos fiquem bem."

Fonte: R7

ACOPIARA: VICE-PREFEITA DRA. ANA PATRÍCIA CONCEDE ENTREVISTA À VALE DO QUINCOÊ FM

A médica e vice-prefeita de Acopiara, Dra. Ana Patrícia, concedeu entrevista na manhã desta sexta-feira, 24 de dezembro, para o programa "Bom Dia Alegria" da rádio Vale do Quincoê FM (97,9 MHz), comandado pela radialista Josy Nascimento e que teve a participação do Coordenador da emissora e radialista Wilson Filho.

Entre os assuntos destacados pela Dra. Ana Patrícia, estiveram a continuação do combate por parte da própria população ao vírus da Covid-19, o seu balanço político e profissional de 2021 e sua perspectiva para o ano de 2022.




Governo vai pagar auxílio emergencial retroativo de 2020 para pais solteiros


O Ministério da Cidadania vai pagar auxílio emergencial retroativo para pais solteiros chefes de família que receberam as cinco primeiras parcelas do auxílio em 2020. Medida provisória assinada nesta sexta-feira (24) pelo presidente Jair Bolsonaro autorizou a liberação de crédito extraordinário no valor de R$ 4,1 bilhões para o pagamento do programa.

O valor das antigas parcelas será pago em dobro. Em julho do ano passado, Jair Bolsonaro havia vetado um projeto de lei de autoria de deputados da oposição que estendia ao homem provedor de família o recebimento em dobro do auxílio emergencial criado durante a pandemia de Covid-19.

Com a decisão do presidente, apenas mulheres solteiras chefes de família receberam as parcelas de R$ 1,2 mil (o dobro do valor original, de R$ 600). Um ano depois, ou seja, julho deste ano, o Congresso Nacional derrubou o veto.

"Com a edição da MP, o Estado Brasileiro reitera seus esforços para garantir a oferta regular de serviços e programas voltados à população em geral, principalmente àquela mais vulneráveis, franqueando aos órgãos e agentes públicos o acesso a instrumentos capazes de mitigar os efeitos danosos da pandemia sobre a sociedade brasileira”, destacou, em nota, o Palácio do Planalto.

PAGAMENTO

O pagamento retroativo será para as cinco primeiras parcelas do auxílio emergencial pagas em 2020. A soma pode chegar a R$ 3 mil. As quatro parcelas de extensão do auxílio emergencial de R$ 300, creditadas entre setembro a dezembro do ano passado, e as sete parcelas pagas neste ano não terão pagamentos retroativos.

Fonte: Diário do Nordeste

Ex-ministro Eduardo Pazuello sofre acidente de moto


O ex-ministro da Saúde e general do Exército Eduardo Pazuello sofreu um acidente de moto na noite de sexta-feira (24) na Avenida Paulo de Frontin, altura da Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo Comando Militar do Leste (CML).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, agentes do quartel central foram acionados às 23h37 para uma queda de moto. Chegando lá, encontraram o ex-ministro, de 58 anos.

Ele foi levado para o Hospital Central do Exército, em Benfica, também na Zona Norte da cidade.

Segundo o CML, Pazuello sofreu fratura na clavícula direita e em um arco costal. Ele se encontra em observação com quadro estável.

Fonte: G1

Irmãos de menina que morreu misteriosamente agora morrem de acidente


Um grave acidente de moto foi registrado por volta das 23h30 desta quinta-feira (23), na avenida Cachimbão, bairro Pernambuquinho, em Caririaçu. Filhos de Bosco, o autônomo Wesley Lacerda Santana, de 19 anos, morreu no local, e irmão gêmeo da vítima, Welyngton Lacerda Santana, foi encaminhado para o Hospital Regional do Cariri (HRC), mas não resistiu e veio a óbito na unidade hospitalar.

Os gêmeos, eram irmãos da Lúcia Beatriz, de 11 anos, que faleceu misteriosamente também no município de Caririaçu. A criança havia dado entrada em dois hospitais do Cariri, após torcer o tornozelo esquerdo.

Fonte: Site Miséria

Cinco pessoas são assassinadas e seis são baleadas em chacina


Cinco pessoas foram assassinadas e seis ficaram baleadas em uma chacina ocorrida no Bairro Sapiranga, em Fortaleza, na madrugada deste sábado (25). Segundo policiais militares, as vítimas celebravam confraternizações natalinas em um campo de futebol quando criminosos armados dispararam vários tiros. Esta é a sétima chacina ocorrida no Ceará em 2021, resultando na morte de 31 pessoas nesse tipo de crime.

Houve correria e algumas pessoas tentaram se esconder no interior de residências. Após os tiros, de acordo com testemunhas, os suspeitos fugiram em um carro e em duas motocicletas. Até a manhã deste sábado, três pessoas foram presas e seis armas foram apreendidas.

Conforme policiais militares que estiveram no local, horas antes da chacina, criminosos dispersaram várias famílias e amigos que confraternizavam nas ruas e calçadas do bairro. Na madrugada, o bando atirou contra várias pessoas, matando cinco delas.

A causa do crime ainda é investigada; policiais militares que ouviram testemunhas no local citam a possibilidade de ter sido motivado por rixa entre facções criminosas. Algumas das vítimas têm condenação na Justiça, conforme apurou a TV Verdes Mares.

Na manhã deste sábado, no local dos homicídios, há áreas isoladas por policiais. Algumas calçadas têm marcas de sangue e objetos que ficaram espalhados no chão durante a correria. Também foram encontradas capsulas de munição de revólver e pistola.

Pessoas feridas e socorro

Os feridos foram socorridos por moradores e outros em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) esteve no local e colheu informações. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHHP) investiga o caso.

Fonte: G1

    PIQUET CARNEIRO: Acidente de trânsito com vítima fatal


    Um grave acidente de trânsito foi registrado na noite desta sexta-feira dia 24 de dezembro 2021, deixando uma vítima fatal na zona rural do município de Piquet Carneiro-CE, mais precisamente no sítio São Gonçalo zona rural de Piquet Carneiro-CE. Por volta de 21 horas dois rapazes iam com destino ao distrito de Ibicuã, um dos rapazes com o nome de Jackson teve morte imediata, já o outro com o nome de Cleber foi socorrido para o hospital do município e logo em seguida transferido pelo SAMU para a cidade de Juazeiro do Norte-CE. Os dois rapazes do acidente são do distrito de Ibicuã.

    Informações do radialista Cleziton Alves


    ACOPIARA: PREFEITO E VICE-PREFEITA PARTICIPAM DE CONFRATERNIZAÇÃO DO HOSPITAL MUNICIPAL

    O prefeito de Acopiara Antônio Almeida Neto, juntamente com a vice-prefeita Dra. Ana Patrícia estiveram participando da confraternização dos funcionários do Hospital Municipal de Acopiara, onde houve uma feijoada para todos os colaboradores. Na oportunidade a Dra. Ana Patrícia em seu discurso reconheceu a importância de todos os funcionários, independente do setor, para o bom funcionamento e atendimento no hospital municipal, agradeceu pelo empenho e os parabenizou pelo belíssimo trabalho. Além disso, a Dra. Ana Patrícia doou 3 brindes que foram sorteados entre os funcionários.






    quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

    Jegues são abatidos no Nordeste para produção de remédio na China


    A população de Amargosa, cidade do centro-sul da Bahia, sofre com um dilema envolvendo o jumento, o jegue, uma tradicional espécie do Brasil e símbolo histórico da luta diária do sertanejo. O município, a 119 km de Salvador, se tornou dependente de um mercado que cresce a cada ano, mesmo sob a acusação de colocar a existência do animal em risco.

    Na cidade funciona o Frinordeste, hoje o principal frigorífico de abate de jumentos do país, que pertence à JBS, mas foi arrendado por dois cidadãos chineses e um brasileiro. Nele, cerca de 1,2 mil animais são abatidos todas as semanas para posterior exportação à China, segundo funcionários ouvidos sob a condição de anonimato.

    Eles são mortos com um tiro de ar comprimido entre os olhos. Depois, o couro é retirado, embalado em caixas e levado para a China, onde é transformado em uma gelatina que é usada para produzir o ejiao, um produto medicinal bastante popular e lucrativo da Tradicional Medicina Chinesa. A carne normalmente é separada e exportada para o Vietnã.

    Não há comprovação científica de que o ejiao funcione, mas, no país asiático, ele é utilizado para tratar diversos problemas de saúde, como menstruação irregular, anemia, insônia e até impotência sexual. Ele é consumido de várias maneiras, como em chás e bolos.

    No YouTube, há vídeos de programas populares da TV chinesa ensinando receitas com ejiao e prometendo ao espectador uma vida “mais saudável.”

    Estima-se que o produto movimente bilhões de dólares por ano. Uma peça de couro, por exemplo, pode ser vendida na China por até U$ 4 mil (cerca de R$ 22,6 mil) — uma caixa de ejiao sai por R$ 750. No Brasil, os valores do comércio são bem menores — jumentos são negociados por R$ 20 no sertão, e depois repassados aos chineses.

    A alta demanda e lucratividade fizeram com que empresários chineses mirassem o Brasil, país com uma população abundante de jegues — em 2013, havia 900 mil deles, a maior parte no Nordeste, segundo o IBGE. Hoje, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) há por volta de 400 mil.

    Mas esse número hoje é maior. Apenas em Amargosa, são 4,8 mil animais por mês — 57,6 mil por ano. Há outros dois frigoríficos com permissão para a atividade nas cidade de Simões Filho e Itapetinga, também na Bahia.

    Nos últimos meses, a reportagem da BBC News Brasil se debruçou sobre o comércio e abate de jumentos e como esse mercado vem afetando parte do Nordeste. Embora tenha sido permitida recentemente, a exportação para a produção do ejiao tem sido apontada por especialistas, autoridades e defensores da causa animal como um mercado extrativista.

    Para fabricar o produto, os animais são retirados do meio ambiente em grande volume, sem que exista uma cadeia de produção que renove o rebanho, como ocorre com o gado.

    Ou seja, eles são abatidos em uma velocidade maior do que a capacidade de reprodução, o que acendeu um alerta de que a população de jegues pode ser eliminada nos próximos ano no Nordeste.

    Além disso, o setor cresceu em consonância com o aumento da fome e da pobreza em uma região historicamente já castigada por esses problemas. Mas também cresceu em meio a denúncias de maus-tratos, contaminação de animais por mormo, uma doença mortal, trabalho análogo à escravidão e abandono de jegues à morte por inanição.

    A cidade de Amargosa, de 40 mil habitantes e conhecida por sua movimentada festa de São João, é o ponto final do jumento nordestino antes de ele ser abatido e exportado para virar remédio na China. Ela fica em uma região conhecida como Vale do Jiquiriçá, um dos lugares mais bonitos do Brasil, com formações rochosas de 80 metros de altura espalhadas pelo cenário de caatinga.

    Segundo o prefeito, Júlio Pinheiro (PT), o setor é o terceiro maior empregador de Amargosa, atrás só da própria prefeitura e de uma fábrica de sapatos. Para ele, o recente mercado é fundamental para a economia do município, gerando empregos, renda e impostos.

    “O frigorífico têm ajudado na geração de renda e de empregos diretos, ainda mais num momento tão complicado da economia do país, sobretudo com a pandemia. O frigorífico tem sido a sustentação de centenas de famílias aqui na cidade”, diz Pinheiro, em seu gabinete.

    Essa importância econômica foi o principal argumento da cidade ao entrar na Justiça para tentar liberar o abate, que havia sido suspenso após denúncias de maus-tratos, em 2018. Mas não apenas Amargosa procurou a Justiça. O governo estadual, do petista Rui Costa, e o federal, de Jair Bolsonaro (PL), fizeram o mesmo.

    Quem decidiu o caso foi Kassio Nunes Marques, hoje ministro do STF e à época, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Ele não entrou no mérito da ação civil-pública, que ainda corre na Justiça e pede a proibição dos abates.

    Em decisão de pouco mais de duas páginas, Nunes Marques concordou que a liminar da Justiça baiana que suspendeu o setor prejudicava a economia da Bahia.

    “[A atividade] é legal e está amparada por normativos legais editados pelos órgãos competentes e a interrupção abrupta da referida atividade industrial é passível de causar não só as empresas criadas e dedicadas às atividades danos irreparáveis ou de difícil reparação, como aos municípios que hospedam os referidos abatedouros, como o próprio Estado da Bahia”, escreveu, liberando novamente o setor.

    Em Amargosa, o prefeito Júlio Pinheiro considerou a decisão justa, mas diz não conhecer bem os empresários responsáveis pelo abatedouro que funciona na cidade. “É um grupo chinês. Eles vieram aqui (na prefeitura) uma vez, mas não são pessoas conhecidas na cidade”, diz.

    O CNPJ do Frinordeste aponta um quadro societário com dois chineses, Ran Yang e Zhen Yongwei, ambos residentes no exterior, e o brasileiro Alex Franco Bastos. Funcionários da empresa, ouvidos sob condição de anonimato, relatam que raramente os proprietários chineses visitam o espaço, e que, no dia a dia, a atividade é comandada por Bastos.

    A reportagem tentou entrevistá-lo diversas vezes, indo ao frigorífico, ligando e enviando mensagens pelo WhatsApp, mas nunca obteve retorno. Também enviou mensagem para Zhen Yongwei, mas ele não respondeu.

    Já a JBS, que arrendou o espaço para o trio de empresários há três anos, afirmou que “toda a operação da planta mencionada está sob responsabilidade da empresa.”

    Três vezes por semana, cerca de 400 jumentos chegam ao Frinordeste em caminhões fechados — 50 por veículo. Funcionários relatam que, diante do calor, de viagens de até 500 km e da condição física debilitada, animais chegam a desembarcar na empresa machucados ou até mortos.

    Com pouca variação, a maioria dos 150 trabalhadores ganha por volta de R$ 1.300 por mês. Eles vivem em comunidades pobres perto do frigorífico, locais onde o fornecimento de água só é feito três vezes por semana e onde ainda é possível ver um ou outro jumentos tralhando em tarefas agrícolas.

    Embora dependam do serviço para sobreviver em um momento de alta do desemprego e em uma cidade sem muitas alternativas, os funcionários dizem ter dificuldade em lidar com a morte em massa de um animal que faz parte de seu cotidiano — desejam que o frigorífico mude o modelo de negócios para o abate de bovinos.

    “Para mim é como matar um cachorro, um bicho de estimação. A gente cresce montando jegue, e agora tem que ver jegue morrendo sem parar. É muito jegue, amigo. Muito mesmo, tem semana que são 1,2 mil. Ninguém aguenta mais ver essa situação”, diz João (nome fictício), que trabalha no frigorífico e depende do salário para sustentar a família.

    Ele passou meses desempregado e, sem opção, aceitou um emprego. “Trabalho por que preciso, não por concordar. Mas, se fechar, como ficam as famílias aqui?”, diz.

    A gente nem sabe direito porque estão fazendo isso, o que vão fazer com eles… Muitos chegam aqui machucados, morrendo. É um animal que a gente vê desde pequeno, faz parte da nossa vida. É complicado participar disso, mas a precisão exige. Tenho filhos para criar, a situação está bem difícil”, afirma.

    Os animais são recolhidos em vários pontos do Nordeste, como nos arredores da cidade de Paulo Afonso, no norte da Bahia, a 534 km do frigorífico. Eles são pegos ou comercializados por agricultores pobres que trabalham no setor para fugir da fome, sob a supervisão de fazendeiros.

    Um desses núcleos tinha um sertanejo em situação de fome como personagem. Em abril, ele foi abordado pela Polícia Militar depois de uma denúncia anônima apontar furto de jegues em Paulo Afonso, além de supostos maus-tratos.

    Com ele foram encontrados 13 animais, embora ele tenha negado os furtos. Segundo o Boletim de Ocorrência, os jegues estavam em “claro estado de maus-tratos”, machucados, e sem água e comida por pelo menos três dias. Mas os jumentos não eram do sertanejo.

    No BO, ele narra que recebia R$ 20 por animal recolhido, o único sustento da família. “Com esse dinheiro é que estava vivendo, utilizando-o para comprar leite para os meninos, fraldas e comida para a casa”, narra o documento.

    Diz ainda que era a segunda vez que ele caçava e vendia jumentos, mas que não tinha dinheiro para alimentá-los. “Narra que os pegou apenas para colocar o que comer para o filhos.”

    Quem comprava os jegues do sertanejo era um policial civil e fazendeiro chamado Antônio Fernando Filho, de 59 anos, morador da cidade de Rodelas, também no norte da Bahia.

    No BO, ele afirmou que tinha mais de 100 em sua fazenda e que os repassava aos chineses — também argumentou que alimentava os animais e seguia todas as regras sanitárias.

    Em entrevista à BBC News Brasil por telefone, Filho diz que trabalhou na área por dois anos, mas parou depois do caso narrado acima. Ele ainda tem 30 animais em sua fazenda, mas diz que o local foi arrendado por outra pessoa, que recolhe jegues no interior do Piauí e do Maranhão. “Estão todos comendo feno e bebendo água do rio”, afirma.

    O fazendeiro afirma que recebia uma comissão dos frigoríficos de até R$ 50 por animal coletado — era um complemento para sua renda como policial civil de Rodelas.

    “A gente pegava no mato, na estrada, em qualquer lugar. Quando juntava uns 50, colocava num caminhão e enviava pro frigorífico em Amargosa, Simões Filho e Itapetinga (locais de outros abatedouro licenciados).” Mas, nos últimos meses, o comércio na região de Paulo Afonso diminuiu muito, diz. “Tem muito jumento ainda, mas eu parei também porque tem muita concorrência hoje, todo mundo atrás de jumento pra vender pros chineses. Aqui quase não tem mais animal, caiu 80%. Mas o povo precisa, está muito necessitado.”

    No dia 18 de novembro, a reportagem encontrou cerca de 20 jegues em uma área de Caatinga, às margens de uma rodovia praticamente deserta que liga as três cidades. Eles estavam sozinhos, pastando, algumas fêmeas grávidas e um filhote — um dia depois, desapareceram do local. Havia vegetação e água porque tinha chovido dias antes, mas nem sempre é assim.

    Em 9 de julho deste ano, por exemplo, a Polícia Militar da Bahia recebeu uma denúncia: centenas de jumentos que seriam abatidos no Frinordeste estavam morrendo de fome e sede na fazenda Boa Esperança, em Itatim. Quem os encontrou foi o tenente Benjamin Pereira e Silva, comandante do pelotão da PM na cidade.

    “Infelizmente a situação era pior do que imaginávamos. Eram uns 200 animais, que tinham vindo da cidade de Rodelas. Eles estavam bem debilitados, machucados, muitas fêmeas prenhas, muitas abortando. Não tinha mais capim nem água, nenhuma comida para eles. Era uma área totalmente árida.”

    “Encontramos muitos animais mortos, com urubus em cima. Não havia nenhum tipo de apoio de equipe veterinária. Levamos o gerente para a delegacia e ele foi autuado por maus-tratos”, relata o tenente.

    Não foi a primeira vez que isso aconteceu. Em 2019, centenas de jegues foram encontrados em situação parecida nas cidades de Canudos e Itapetinga, também no interior da Bahia. Nestes casos, os animais seriam destinados a outros abatedouros, não o de Amargosa.

    Em Canudos, estima-se que 200 dos cerca de mil jumentos encontrados morreram de inanição. Os outros estavam bastante debilitados. No local, foram encontrados dois imigrantes chineses, responsáveis por cuidar do rebanho.

    “Eram dois jovens que não recebiam salário para trabalhar ali. Não falavam português, tivemos que usar o Google Tradutor”, conta Patrícia Tatemoto, PHD em biologia e pesquisadora da ONG britânica The Donkey Sanctuary, que atua na defesa do jumento contra o mercado de ejiao.

    “Quando os encontramos, eles não tinham comida na fazenda, estavam com fome, não tinha nem banheiro. O laudo da polícia apontou que eles estavam em trabalho análogo à escravidão.”

    Outro problema envolvendo o comércio de jumentos é uma doença chamada mormo, zoonose contagiosa que afeta equídeos e asininos e pode ser transmitida ao ser humano — o índice de mortalidade é alto, segundo pesquisadores. Ela é transmitida por contato de gotículas contaminadas com olhos, pele, mucosas e aparelho respiratório.

    Em 2019, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) decidiu examinar o sangue de 694 jumentos que foram apreendidos em Canudos. Dez deles estavam infectados com Mormo e precisaram ser sacrificados — outros 14 tinham anemia infecciosa equina, doença causada por um vírus.

    “O contágio pela bactéria do mormo ocorre pelo contato de animais infectados com os indivíduos, como fazendeiros e veterinários”, explicou Eusébio Lino Filho, médico-residente em infectologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em uma audiência pública sobre o assunto na Assembleia Legislativa da Bahia.

    “No raio-X foi constatado um aumento no tamanho do coração incomum para a idade. Mesmo medicado, o paciente evoluiu mal. A pressão caiu, ele tinha vários nódulos no pulmão e abcessos pelo corpo”, relata o médico, que participou do tratamento do paciente. Diagnosticada com mormo e tratada por 21 dias no hospital, a criança depois melhorou e recebeu alta.

    Mesmo com casos de infecção em jumentos, a Adab decidiu retirar a obrigatoriedade do exame de mormo em jumentos que são abatidos nos três frigoríficos.

    A agência diz que a decisão seguiu orientação do Ministério da Agricultura: “Do ponto de vista de saúde animal, visando o controle e erradicação da doença no país, não há ganhos de vigilância em se realizar exames de mormo em animais destinados ao abate”.

    Também informou que os estabelecimentos funcionam sob SIF (Serviço de Inspeção Federal). No Frinordeste, fiscais do ministério checam “condições de transporte e saúde visual” dos animais, diz a pasta.

    Porém, o Ministério Público e médicos veterinários pensam de outra forma. Para eles, a atividade está colocando a saúde dos trabalhadores em risco, além de criar um possível problema sanitário que não existia no país.

    “A exportação criou um risco sanitário, inclusive para o agronegócio. Esse animais são recolhidos em vários lugares, e depois transportados pelo Nordeste sem que a gente conheça a procedência. Os empresários que negociam os jumentos não têm ideia do risco que estão criando. É uma bomba-relógio”, explica Chiara Oliveira, professora de Medicina Veterinária da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e uma das pesquisadoras que acolheram em uma fazenda todos os jegues apreendidos em Canudos — dos mais de 690 inicias, cerca de 150 sobreviveram.

    Em nota técnica do ano passado, o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV-BA) afirmou que atualmente o mormo é uma “doença endêmica” no rebanho de equinos e jumentos no estado. E que trabalhadores que manipulam os animais, em especial os de frigoríficos, “correm sérios riscos de contaminação por via respiratória e mucosas (pelos olhos, por exemplo)”.

    O promotor Julimar Barreto Ferreira, titular da Promotoria Regional Ambiental do Recôncavo Sul, abriu um inquérito para investigar o caso e outras denúncias de irregularidades. “Não podemos criar e manter um mercado que coloca a espécie e os trabalhadores em grande risco. É isso que está acontecendo hoje na Bahia”, diz, por telefone.

    O CRMV-BA acredita que, sem uma cadeia produtiva, o ritmo dos abates e a demanda chinesa pelo ejiao podem praticamente dizimar a população de jumentos no Nordeste em poucos anos, diagnóstico compartilhado por entidades como o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos e a The Donkey Sanctuary.

    Em 2000, o país tinha por volta de 9 milhões de cabeças — em 2016, o número caiu para 2 milhões. Em 2000, a produção anual de eijiao era de 1,2 tonelada — já em 2016, foram 5 toneladas. Estima-se que o país precise de 5 milhões de peles de jumento por ano, mas, desde 2017, o estoque interno não é mais capaz de suprir a demanda.

    No Brasil, um estudo da USP aponta que criar um jumento para o abate custaria em média R$ 4 mil — a gestação de um filhote leva 13 meses. Por outro lado, um estudo da ONG britânica estima que, de todos os animais recolhidos no meio ambiente, 20% morrem antes de chegar aos frigoríficos.

    Nas últimas décadas, a espécie perdeu a importância na agricultura sertaneja depois de ser trocada por motocicletas. Livres em estradas e na Caatinga, os jegues se reproduziram sem política pública voltada para o controle ou questões sanitárias. Vagando por rodovias, eles também se envolveram em graves acidentes de carro.

    No início da década passada, o poder público tentou fomentar o consumo de carne de jumento, como ocorre em alguns países, mas o projeto não decolou por uma questão cultural: a população se recusa a comer sua carne.

    Por meio da Adab, o governo da Bahia afirma que não é de responsabilidade da agência criar uma cadeia produtiva e que uma recente portaria dita que “fêmeas em terço final da gestação não serão consideradas aptas ao abate”, uma medida que, para agência, ajuda a renovação do rebanho.

    Já o Ministério da Agricultura alega que é responsável pela fiscalização sanitária dos frigoríficos, mas que não está entre suas competências o “controle sobre o número de animais existentes ou criados, nem sobre riscos de extinção”.

    Informou, ainda, que a fiscalização de órgãos ligados a pasta “garante que os animais chegam (ao abatedouro) com saúde e sem sinais de maus-tratos durante o transporte.”

    Ele não acredita que o jumento possa ser dizimado. “Essa avaliação é um equívoco. A última estimativa do IBGE fala em quase 1 milhão de animais, boa parte solta na Caatinga e nas rodovias, colocando em risco a vida das pessoas, sem assistência zootécnica e veterinária que dê um bem-estar aos animais. A gente acredita que isso não vai acontecer com uma produção com abate controlado, com inspeção e normas”, diz.

    Em uma praça da cidade, o professor Joelson Alcântara, ativista da causa animal em Amargosa, pensa diferente. Para ele, além da importância histórica para o sertanejo, o jumento também é um símbolo religioso para o cristão.

    “Na Bíblia, Jesus monta um jumento quando ele entra em Jerusalém. É um animal tão importante que participou da vida de Jesus Cristo, e está sendo exterminado por uma questão financeira. Não tem explicação”, diz.

    Na música Apologia ao Jumento (1976), Luiz Gonzaga também cita Jesus quando canta que o jegue “é sagrado”: “E na fuga para o Egito/ Quando o julgo anunciou/ O jeguin foi o transporte que levou nosso Senhor”.

    E continua: “O jumento é nosso irmão, quer queira quer não/ O jumento sempre foi o maior desenvolvimentista do sertão/ Ajudou o homem na lida diária/ ajudou o homem/ ajudou o Brasil a se desenvolver”.

    Fonte: Agora RN