quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Fortaleza pode ficar fora de sediar Copa América em 2019

A Capital cearense esta na disputa – com Recife – para ser a sétima sede dos jogos da Copa América 2019. Porém, de acordo com informações do blog Marcel Rizzo (UOL), a verba para a realização da competição deverá ser menor do que se imaginava, e isso, num primeiro momento, impactaria no número de cidades a receber partidas. A ideia é que, se for preciso diminuir os custos modestamente, Fortaleza e Recife já sejam descartadas como possibilidades. Com isso, as outras seis sedes – São Paulo (com dois estádios, as arenas de Corinthians e Palmeiras), Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Brasília – , decididas em abril, seriam mantidas.
A Copa América de 2019 que será disputada no Brasil e é organizada pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) que não descarta mais cortes. Com menos sedes, serão exigidas estruturas menores e, até mesmo, menos participantes.
Em abril também foram definidos, com aprovação do Conselho da entidade, o antigo Comitê Executivo, o número de 16 participantes – os dez países membros da Conmebol, e seis convidados, que poderiam ser países das Américas do Norte e Central, da Ásia e até da Europa.
Se fosse necessário enxugar os participantes seria preciso o aval do Conselho – a entidade rejeita, no momento, diminuição nos convites porque seleções de outros continentes, principalmente europeus – cogitou-se Espanha, Itália e França – são o principal atrativo para busca de patrocinadores que banquem o evento.
A Copa América de 2019 ainda é um dos torneios envolvidos no esquema de corrupção investigado pelo departamento de Justiça dos EUA, que levou à prisão dezenas de cartolas e empresários do ramo de marketing desportivo. Entre os presos está o ex-presidente da CBF José Maria Marin, acusado, como outros, de receber propina para vender os direitos de transmissão de competições como a Copa América e a Copa Libertadores.
A Datisa, empresa criada com participação de outras três companhias especializadas em negociar campeonatos (Traffic, Full Play e TyC) comprou, em 2013, o direito das Copas Américas de 2015 (Chile), 2016 (EUA), 2019 (Brasil) e 2023 (Equador). Pagaria total de US$ 317,5 milhões (R$ 990 milhões, em cotação atual), US$ 80 milhões (R$ 250 mi) somente para a edição de 2019.
Em maio de 2015, pouco antes da Copa América do Chile, estourou o escândalo de corrupção, sem tempo hábil de alterações contratuais. Em outubro de 2015, a Conmebol anunciou o rompimento do contrato com a Datisa para a Copa América do Centenário, a de 2016, que seria (e foi) realizada nos EUA.
Com relação aos dois outros torneios, de 2019 e 2023, nada foi modificado e o caso deve ter definição apenas judicial. É isto que dificulta a venda comercial da Copa América que será realizada no Brasil, não se saber quem poderá negociar, quando e por quanto. Com esse cenário, a configuração exata da Copa América de 2019 será definida até dezembro.